Canal VE

13 de abril de 2024

Crescimento do mercado de VEs limitou emissão de CO2 em 2023

Imagem aérea mostra fumaçã saindo de chaminé acima do nível das nuvens

Chaminé de usina térmica despeja dióxido de carbono na atmosfera. Foto: Divulgação/Freepik.

O avanço do mercado global de veículos elétricos ajudou a minimizar os impactos do aumento de emissões de gases poluentes, como o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera mundial em 2023. Além dos veículos elétricos, a expansão de tecnologias de geração de energia limpa, como solar e eólica, também contribuiu para os resultados. 

É o que aponta o relatório “CO2 Emissions in 2023”, da Agência Internacional de Energia (IEA), que fornece um quadro completo das emissões relacionadas à energia em escala global no ano passado. 

De acordo com o documento, as emissões em 2023 aumentaram 410 milhões de toneladas, ou 1,1%, em relação ao ano anterior, elevando-as para um nível recorde de 37,4 bilhões de toneladas. Apesar disso, a entidade destaca que a situação teria sido bem pior se não fosse a expansão recorde da geração de energia limpa, principalmente solar e eólica, e do aumento da participação dos veículos elétricos no mundo.

A estimativa é que sem o uso das renováveis, o aumento global das emissões de CO2 nos últimos cinco anos teria sido três vezes maior. 

 

Crise hídrica

Segundo o relatório da IEA, o aumento global das emissões de CO2 registrado em 2023 teve forte influência de inúmeras secas severas, que atrapalharam a geração de energia de hidrelétricas pelo mundo. Com menos água nos reservatórios, alguns países tiveram de acionar outras fontes de geração de energia para suprir a demanda, o que provocou o aumento das emissões.

Porém, outros países, com bons resultados na geração de energia solar e eólica, e na utilização de veículos eletrificados, contribuíram para um resultado menor que o esperado para o período.

No setor de transportes, a agência destaca que o número crescente de veículos elétricos também desempenhou um papel significativo para evitar que a procura de petróleo subisse acima dos níveis pré-pandemia. Segundo o estudo, um em cada cinco veículos vendidos no mundo em 2023 foi elétrico

 

Resposta à pandemia e às crises políticas

Para Fatih Birol, diretor-executivo da IEA, a transição para matrizes energéticas limpas passou por uma série de testes de resistência nos últimos anos. “Uma pandemia, uma crise energética e a instabilidade geopolítica tinham tudo para fazer descarrilar os esforços de construção de sistemas energéticos mais limpos e mais seguros. Em vez disso, assistimos ao oposto em muitas economias. A transição para a energia limpa continua a acelerar e a controlar as emissões – mesmo com a procura global de energia a crescer mais fortemente em 2023 do que em 2022”, disse Birol.

“Os compromissos assumidos por quase 200 países na COP28 em Dubai, em dezembro, mostram o que o mundo precisa fazer para colocar as emissões numa trajetória descendente. Mais importante ainda, precisamos de esforços muito maiores para permitir que as economias emergentes e em desenvolvimento aumentem o investimento em energia limpa”, afirmou.

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