Canal VE

13 de abril de 2024

Venda de carros elétricos tem aumento, mas incentivos impedem crescimento maior

De acordo com dados da ABVE (Associação brasileira do Veículo Elétrico), em 2021 foram emplacados 34.990 automóveis e veículos comerciais leves elétricos no país. O número representa 77% a mais do que em 2020. A frota de veículos eletrificados no país já é de pouco mais de 77 mil veículos.

Apesar dos números positivos, as vendas de 2021 representam apenas 1,77% do total de emplacamentos do segmento no ano, que foi de 1.974.431 carros e comerciais leves, segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

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Ainda de acordo com a Fenabrave, dos carros elétricos vendidos, a grande maioria ainda é de híbridos, com apenas 8% sendo os elétricos puros, chamados de BEVs (da sigla Battery Electric Vehicle).

Para se ter uma ideia, no ano passado, nos EUA, os veículos híbridos representaram 5% do total de vendas de carros leves e os BEVs, 3%, segundo dados da consultoria Ward Intelligence.

Incentivos pelo mundo

A falta de uma política nacional e incentivos contrasta com o que é visto em outros países. Na Alemanha, por exemplo, o governo dá um subsídio de até 6 mil euros a cada cidadão na compra de um veículo elétrico.

Na Austrália, o subsídio é de 3 mil dólares australianos e isenção de três anos no imposto que equivale ao IPVA no Brasil. Outro país que incentiva a aquisição de veículos elétricos é o Reino Unido. No país eram 2.500 libras, mas foram cortadas para 1.500 em dezembro.

Nos EUA, o subsídio já foi de US$ 13.500, mas atualmente são US$ 7.500. Na China, o subsídio já foi de US$ 13.500 e depois diminuiu. Na Noruega, onde 9 a cada 10 veículos vendidos são elétricos, os donos não pagam alguns impostos e têm desconto em estacionamentos.

COP26

Em novembro do ano passado, em um discurso na abertura da COP26, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite prometeu cortar as emissões de carbono do Brasil em 50% até 2030 e em 100% até 2050, porém, para atingir esses números, o ministro afirmou ainda que o governo irá entre outras medidas, aumentar a participação de energias renováveis na composição da matriz energética, mas não citou nada sobre investimentos em veículos elétricos.

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