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18 de maio de 2024

Presidente do BNDES defende produção local de carros elétricos

Linha de montagem de veículos em fábrica

BNDES pretende estimular produção nacional de veículos elétricos. Foto: Divulgação/Freepik.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, defendeu a desoneração de carros elétricos produzidos no Brasil, como forma de estimular a produção nacional desses veículos

Em encontro com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no dia 12 de junho de 2023, Mercadante defendeu que o BNDES deve aumentar seu papel no fomento à indústria brasileira com uma visão econômica desenvolvimentista, alinhado às principais estratégias e tendências mundiais.

Ele criticou a política nacional de zerar impostos de veículos elétricos importados, enquanto a indústria nacional é taxada. As falas do presidente do BNDES acontecem em um momento que o governo tenta reduzir impostos temporariamente dos chamados carros populares, para incentivar a indústria automobilística brasileira.

Mercadante lembrou que os Estados Unidos já oferecem bônus para a compra dos carros elétricos produzidos naquele país, e que o Brasil deveria adotar uma estratégia que favoreça a economia interna juntamente com a reindustrialização.

“Os Estados Unidos estão dando US$ 7 mil [cerca de R$ 35 mil] para o automóvel elétrico produzido nos EUA e nós estamos dando imposto zero para importar automóvel elétrico”, falou. “Não faz sentido o Brasil desonerar a importação e taxar a produção doméstica. Temos de buscar outro modelo, porque quem gera emprego, paga impostos, paga a maior taxa de juros do mundo, não tem benefício, e o carro pronto de fora vem desonerado. Não podemos ficar importando produtos acabados”, afirmou.

Aloizio Mercadante é um homem calvo, com cabelos e bigodes grisalhos
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil.

Maior controle das importações

O presidente do BNDES sugere que o país adote uma cota para a importação de veículos elétricos, com redução progressiva, para estimular as montadoras a produzir localmente esses modelos

“Nos carros, não podemos de um dia para o outro tirar a desoneração, podemos fazer uma cota que vai diminuindo progressivamente para estimular as matrizes a investirem no Brasil, porque elas não vão investir enquanto está vindo carro pronto sem pagar imposto. Temos de mudar essa política”, falou Mercadante.

Ele pretende levar a discussão para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), órgão interministerial que formula as políticas públicas para o setor industrial.

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