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13 de abril de 2024

H2V como combustível é possibilidade para economia verde, diz ministro

Homem abastece carro com hidrogênio

Abastecimento de carro com hidrogênio

A busca cada vez mais constante por energia limpa para uso na mobilidade urbana deve ganhar um novo capítulo no Brasil em 2022. Pelo menos, esse é o desejo do ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, que vê com entusiasmo o avanço das novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas no país.

Ministro Joaquim Leite concede entrevista
Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

“Eu vou visitar a primeira fábrica de hidrogênio verde ainda neste mês”, disse o ministro, em entrevista ao programa “A Voz do Brasil”, de 6 de julho de 2022. “É muito importante a gente incentivar essa nova economia verde que está acontecendo no Brasil.”

Leite se refere à planta da EDP Brasil, que está em fase de instalação no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. 

O investimento, de R$ 41,9 milhões, contempla uma usina solar com capacidade de 3 MW e um módulo eletrolisador de última geração para produção do combustível com garantia de origem renovável. A unidade modular terá capacidade de produzir 250 Nm3/h do gás.

“Hidrogênio verde é um hidrogênio de fontes renováveis: pode ter hidrogênio de biomassa, de energia eólica, de energia solar, e assim você produz uma célula combustível que pode movimentar navios, veículos, pode substituir, na indústria, o gás pelo hidrogênio. São várias as possibilidades, então apostamos que esse é o combustível do futuro”, disse o ministro.

Leite conheceu de perto um veículo movido a hidrogênio. Foi em Brasília, no início de junho, durante evento promovido em parceria entre a Toyota e a UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia). A montadora japonesa tirou da fábrica em São Paulo, pela primeira vez, o único exemplar do Mirai no Brasil, que é movido a hidrogênio, para a apresentação.

“Fiquei impressionado com o conforto do veículo, o silêncio do motor do veículo, com a potência do veículo, e mais ainda, o que sai do escapamento é vapor de água. Então é uma tecnologia bastante interessante”, falou Leite.

Como funciona o H2V?

O hidrogênio verde tem potencial para atender as demandas do setor elétrico e automotivo no Brasil e no mundo com baixo impacto ambiental. 

Na usina que está sendo montada no Ceará, o hidrogênio será obtido por meio da eletrólise da água, um processo químico que utiliza uma corrente elétrica para decompor a água em seus constituintes, hidrogênio (H, formando H2) e oxigênio (O, formando O2) existentes na molécula de água (H2O).  

Quando a corrente elétrica utilizada na eletrólise é formada por fontes renováveis de energia, como solar, eólica ou biomassa, o hidrogênio é classificado como verde (H2V).

A usina da EDP Brasil terá capacidade para produzir 22,5kg de hidrogênio por hora, utilizando energia fotovoltaica. O investimento previsto é de R$ 41,9 milhões. A expectativa é que até o final de 2022 a usina esteja em funcionamento.

Recorde de autonomia

Em agosto de 2021, o Toyota Mirai atingiu a marca de 1.360km sem a necessidade de parada para reabastecimento. Com isso, entrou para o Guinness World Records por ter alcançado a distância mais longa de um veículo elétrico de célula de combustível de hidrogênio sem precisar de recarga.

Toyota Mirai recebe certificado do Livro dos Recordes
Toyota Mirai entrou para o Guinness World Records. Foto: Divulgação/Toyota

Para o teste, o Mirai foi abastecido completamente de hidrogênio por cinco minutos, e partiu, em 23 de agosto de 2021, do Toyota Technical Center (TTC) em Gardena, Califórnia, lar do grupo de desenvolvimento de células de combustível da montadora, em uma viagem de dois dias. 

Conduzido por Wayne Gerdes e co-pilotada por Bob Winger, o veículo viajou para San Ysidro, ao sul, e depois para Santa Bárbara, ao norte, cruzando Santa Monica e a praia de Malibu ao longo da Pacific Coast Highway. Eles voltaram ao TTC naquela noite e registraram 473 milhas (761 km) com apenas duas trocas de motorista naquele dia.

No dia seguinte, a dupla de pilotos se concentrou em percursos mais locais, rodando por mais 372 milhas (cerca de 599 km) de tráfego matinal e vespertino na rodovia de San Diego entre Los Angeles e Orange County, até que o Mirai não tivesse mais hidrogênio, chegando ao TTC com um total de 845 milhas (1.360 km) percorridas, um recorde.

Prova de que o hidrogênio pode ser o combustível do futuro.

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