Estudo: menos de 1% de carros elétricos novos trocaram baterias

Estudo: menos de 1% de carros elétricos novos trocaram baterias
Em modelos a partir de 2016, o número de substituição de baterias cai para menos de 1%. Foto: Envato/Elements

Um estudo realizado pela Recurrent Auto mostrou que menos de 1% dos carros elétricos vendidos nos Estados Unidos a partir de 2016 precisaram trocar o conjunto de baterias. O resultado do estudo exclui grandes recalls.

PUBLICIDADE

Os dados foram colhidos após a Recurrent, uma consultoria americana especializada na compra e venda de carros elétricos usados, avaliar cerca de 20 mil veículos, e pôde-se notar que a maior incidência de trocas foram feitas por modelos de anos anteriores a 2015, com taxas que chegam próximas a 13%, em média. Para modelos a partir de 2016, o número de trocas é inferior a 1%. Assim, dos 20 mil veículos avaliados, 2,5% dos veículos elétricos precisaram passar por reparos.

O estudo é importante para tirar as dúvidas dos consumidores quanto à qualidade dos carros elétricos. A bateria pode representar um custo de 30% a 50% em relação ao preço de um carro elétrico, segundo dados apresentados pela Recurrent.

Gráfico para mostrar a porcentagem de trocas de bateria por ano/modelo de veículo
Gráfico mostra que veículos mais antigos elevam a média de reparos na bateria. Foto: Reprodução/Canal VE

Avanço tecnológico pode baixar esses números

Outro ponto a ser levado em consideração é o avanço da tecnologia, com baterias cada vez mais eficientes, confiáveis e com maior durabilidade. De acordo com o estudo, entre 2015 e 2022, o tamanho médio das baterias aumentou 122%, o que significa que as baterias de veículos elétricos mais recentes podem perder mais capacidade, mas sem a necessidade de substituição.

 

Existe também os avanços para a produção em massa de baterias em estado sólido, o que pode aumentar ainda mais a durabilidade. Há também novas tecnologias, ainda em período de testes, como a substituição do lítio e utilização do sódio, o que poderia melhorar ainda mais o desempenho e diminuir o desgaste do equipamento com o tempo, sem levar em consideração o custo mais baixo.

A melhoria dos veículos também devem ser levados em consideração. Com o avanço da tecnologia empregada na produção e no desenvolvimento dos automóveis, a tendência é que a bateria seja um item com cada vez mais tempo de uso.

Guilherme Tristão
Guilherme Tristão

Graduando em Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, possui experiência na criação de conteúdo para sites, blogs e redes sociais. Acompanha o mercado de veículos elétricos para o Canal VE.

Comentários (0)