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13 de abril de 2024

Carros elétricos chineses viram alvo de disputa eleitoral nos EUA

Linha de montagem de carros elétricos

Fábricas de montadoras chinesas entram na mira de pré-candidatos à presidência nos EUA. Foto: Divulgação/BYD.

Donald Trump, pré-candidato à presidência dos Estados Unidos, declarou que, se eleito, cobrará uma taxa de importação de 100% para veículos chineses que são produzidos no México. O ex-presidente dos EUA confirmou suas políticas comerciais rigorosas contra produtos de marcas chinesas, durante discurso em Dayton, Ohio.

“Aquelas grandes fábricas de carros monstruosos que você está construindo no México agora e você acha que vai conseguir isso (não contratar americanos) e você vai vender o carro para nós, não. Vamos colocar uma tarifa de 100% em cada carro que passar pelo estacionamento”, prometeu Donald Trump.

Caso Trump seja eleito e cumpra essa promessa, as chinesas BYD e Chery, que planejam instalar fábricas no México em breve, não poderão aproveitar o acordo de livre comércio que há entre o México e os Estados Unidos, durante o governo de Joe Biden. Com o livre comércio, a BYD e a Chery montariam seus carros no México, visando vender no país de fabricação, mas também de olho no mercado americano. 

Cabe lembrar que essas promessas de taxação para carros chineses não são novidade, vindas de Donald Trump. O pré-candidato à presidência dos EUA já havia sugerido, no início de março, que taxaria os veículos vindos da China em 50%, caso retornasse à Casa Branca. Além disso, Trump sugeriu uma tarifa de 60% sobre todos os produtos chineses e de 10% sobre produtos fabricados em qualquer parte do mundo.

 

Batalha por VEs: EUA x China

Essa guerra por um dos maiores mercados automotivos do mundo não é algo que se restringe apenas a Trump e suas promessas de campanha. 

Em um comunicado feito pelo Ministério do Comércio da China, o governo chinês entrou com uma reclamação na Organização Mundial do Comércio (OMC), contra as práticas adotadas pelo governo Biden para atingir a lei climática dos Estados Unidos, aprovada em 2022.

O governo chinês aponta em sua denúncia que as medidas são “discriminatórias” e que têm “distorcido” a cadeia produtiva e mercadológica dos veículos elétricos no mundo. Em contrapartida, a representante comercial dos EUA, Katherine Tai, alegou que a China se utiliza de medidas “injustas”, tornando uma concorrência desleal, buscando dominar o mercado mundial de veículos eletrificados.

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