Canal VE

18 de maio de 2024

Carro elétrico x combustão: como calcular retorno do investimento?

BYD Dolphin Mini branco é visto estacionado em rua com sol brilhando no fundo

Lançado em 2024, BYD Dolphin Mini já é considerado um sucesso de vendas. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.

*Coautoria: Davi Souza – Engenheiro do Canal Solar

O ano de 2024 pode representar a mudança de patamar dos veículos elétricos e híbridos entre os consumidores brasileiros. Com novas opções no mercado e uma relativa paridade de preços com os tradicionais veículos a combustão, muitos já começam a analisar as vantagens e desvantagens desses veículos com as novas tecnologias, em especial a relação custo-benefício de cada um.  

Desde dezembro de 2023, os carros 100% elétricos (BEV) lideram as vendas de veículos eletrificados leves no mercado brasileiro, superando os emplacamentos de híbridos plug-in (PHEV), que necessitam de recarga externa de eletricidade, além de combustíveis, e de híbridos convencionais (HEV), que usam apenas combustíveis fósseis para gerar energia. 

A chegada de novos modelos, a partir do segundo trimestre de 2023, com preços mais acessíveis, acelerou a curva de crescimento da participação de carros eletrificados no mercado nacional. Se até o início de 2023, a participação de veículos com essas tecnologias ainda era de 2,5% do total de emplacamentos no Brasil, em fevereiro de 2024 a participação dos eletrificados subiu para 7%.

De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), as vendas de veículos 100% elétricos (BEV) alcançaram 19.310 unidades entre janeiro e dezembro de 2023, representando um notável aumento de 56,20% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para 2024, a estimativa é de um crescimento ainda maior. Apenas no primeiro bimestre, foram 7.997 unidades de BEVs emplacadas no Brasil, ainda sem contar com o BYD Dolphin Mini, lançado oficialmente no país em 28 de fevereiro de 2024, com o preço de R$ 115.800, abaixo do tíquete médio dos automóveis 0 km no Brasil, de R$ 140.134, em setembro de 2023, de acordo com estudo divulgado pela consultoria Jato Dynamics. A expectativa é que o compacto da marca chinesa deva ultrapassar o irmão mais velho Dolphin GS em número de vendas em 2024.

 

Comparativo: elétrico x combustão

Com mais veículos elétricos circulando nas ruas, e a forte campanha audiovisual das marcas em emissoras de rádio e TV, aumenta também o interesse dos consumidores e, por consequência, as dúvidas desses possíveis compradores em relação às novas tecnologias disponíveis no mercado. 

Uma das principais é: vale a pena optar por um veículo elétrico em vez de um veículo a combustão? Para responder a essa pergunta, o Canal VE, portal de notícias exclusivo sobre mobilidade elétrica do Grupo Canal Solar, analisou dois carros de categorias semelhantes, em três cenários de uso diário, para verificar qual é o tempo de retorno do investimento no carro elétrico. 

Para fazer o estudo, os veículos considerados foram o Dolphin Mini, novo carro de entrada da BYD, com preço de venda de R$ 115.800, e o VW Polo, automóvel de passageiros mais vendido do Brasil no primeiro bimestre de 2024, com 15.321 unidades, de acordo com os números da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), com preço de venda de R$ 90.990.

Visão lateral do BYD Dolphin Mini
BYD Dolphin Mini tem o preço estipulado em R$ 115.800. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.

Abaixo, segue um comparativo das principais características dos dois modelos:

Gráfico comparativo entre o BYD Dolphin Mini e o VW Polo 1.0
Comparação entre o BYD Dolphin Mini e VW Polo 1.0, com informações das montadoras. Arte: Canal VE.

Importante ressaltar o consumo energético dos carros em questão. De acordo com os dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, o BYD Dolphin Mini tem consumo energético de 0,41 MJ/km. Já o VW Polo MPI 1.0 tem o seu consumo energético de 1,51 MJ/km. Nesta relação, nota-se que o BYD Dolphin Mini é três vezes mais eficiente que o VW Polo MPI 1.0, o que era esperado, uma vez que os motores elétricos são mais eficientes do que os motores a combustão.

Outro ponto de destaque é a manutenção dos veículos elétricos, bem mais econômica que a dos veículos a combustão. Isso acontece porque os motores elétricos têm menos componentes que os térmicos. Itens como correias, velas, filtro de combustível, filtro de óleo do motor, caixa de câmbio e escapamento, entre outros, simplesmente não fazem parte do conjunto dos veículos elétricos. A consequência disso é o menor número de peças para inspeção e troca, deixando a manutenção bem mais simples.

VW Polo vermelho estacionado em frente a display azul
VW Polo foi o automóvel mais vendido no Brasil no primeiro trimestre de 2024. Foto: Divulgação/Volkswagen.

Parâmetros do comparativo

Além do consumo em si, o estudo considera ainda gastos com IPVA, licenciamento, manutenções preventivas e taxa de depreciação dos veículos, de acordo com os dados divulgados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). Gastos adicionais, como seguro, troca de pneus, e carregador veicular residencial, entre outros, foram desconsiderados. 

Para efeito de informação, a diferença nos valores dos seguros para o BYD Dolphin Mini (R$ 2.591,73) e do VW Polo MPI 1.0 (R$ 2.650,76), em cotação realizada na corretora Porto Seguro, em 3 de abril de 2024, para um motorista de Campinas (SP), não provoca alterações significativas no estudo.

Para realizar essa simulação, consideramos o preço da gasolina em Campinas (SP), com o valor médio de R$ 5,74 por litro (referência em março de 2024 em levantamento da Petrobras), e a tarifa da energia elétrica na mesma cidade, a R$ 0,82 por kWh (correspondente à soma das tarifas TUSD e TE, incluindo os impostos).

Ainda, para calcular o retorno de investimento, será considerada a diferença de preço dos dois veículos, ou seja, R$ 24.810, pois esse será o valor a mais pago pelo consumidor que optar pelo modelo elétrico.

A média de rodagem de um veículo é bastante variável, pois depende do tipo de carro, do estado de circulação principal e da idade do veículo, de acordo com a KBB Brasil, instituição que é referência na precificação de veículos automotores. Segundo o último relatório da empresa, a média de rodagem de um veículo no Estado de São Paulo é de 13.000 km por ano, ou 35,6 km/dia.

Para facilitar o entendimento, o levantamento leva em conta três cenários diferentes de quilometragem diária, de 35 km (seguindo referência do estudo da KBB Brasil), 120 km (perfil de utilização acima da média) e 200 km (motoristas profissionais, como taxistas e de aplicativo), para comparação de uso médio, e usos mais intensos dos veículos.

Vale lembrar que a autonomia máxima do Dolphin Mini, seguindo o padrão estabelecido pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, é de 280 km por carga completa da bateria, pode-se afirmar então que essa autonomia será mais do que suficiente para realizar todos os cenários sem a necessidade de recargas intermediárias.

O objetivo do estudo é verificar como diferentes formas de uso alteram o resultado do retorno do investimento.

Visão do motorista do BYD Dolphin Mini
Cabine do BYD Dolphin Mini. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.

Analisando o percurso de 35 km diários

Percorrendo 35 quilômetros diariamente, ao final de um mês de 30 dias, o carro terá somado 1.050 quilômetros no odômetro (12.775 km no ano).

No caso do VW Polo, seriam necessários 78,358 litros de gasolina para percorrer os 1.050 km por mês com o consumo de 13,4 km/l, o que representaria um gasto mensal de R$ 449,77, ou o equivalente a R$ 14,99 por dia, considerando o valor médio do litro da gasolina comercializado em Campinas (SP). Assim, o gasto anual com combustível é de R$ 5.472,27. 

Já o consumo de energia do BYD Dolphin Mini, divulgado pela marca, é de 9,6 kWh por 100 km. Ou 0,096 kWh/km. Para os 1.050 quilômetros mensais, seriam necessários 100,8 kWh de energia elétrica no mês, o que equivale a um custo mensal de R$ 82,65 (ou R$ 2,75/dia), considerando a tarifa de energia mencionada para Campinas (SP). O custo anual de recarga de energia elétrica é, portanto, R$ 1.005,64.

Os custos com manutenção, IPVA e licenciamento, além da depreciação (de acordo com a tabela FIPE) também são considerados no estudo, como apresenta a tabela a seguir:

Arte com a comparação de custos em trajetos de 35 km diários
Comparativo de custos para trajetos de 35 km diários. Arte: Canal VE.

De acordo com a tabela, conferimos o TCO (Total Cost of Ownership) dos veículos, que inclui o preço de compra, depreciação anual, custos de energia ou combustível, custos de manutenção, licenciamento e IPVA. Abaixo são apresentados os TCOs para o BYD Dolphin Mini e para o Volkswagen Polo.

Assim, o TCO do BYD Dolphin Mini é:

R$ 115.800 (preço) x 4,95% (depreciação) + R$ 4.632,00 (IPVA) + R$ 0,029 (manutenção) x 12.775 (quilometragem anual) + R$ 160,22 (licenciamento) + R$ 1.005,64 (consumo anual de energia) = R$ 11.900,43. 

Já o TCO do VW Polo MPI 1.0 é:

R$ 90.990 (preço inicial) x 6,00% (depreciação) + R$ 3.639,60 (IPVA) + R$ 0,076/km (manutenção) x 12.775 km (quilometragem anual) + R$ 160,22 (licenciamento) + R$ 5.472,27 (combustível anual) = R$ 15.702,39.

Para determinar o tempo de retorno do investimento em um carro elétrico como o BYD Dolphin Mini na comparação com o Volkswagen Polo MPI 1.0, utilizamos o indicador financeiro payback, que fornece uma estimativa do tempo que a economia gerada por essa escolha de investimento compensa o custo da escolha. Assim, pela diferença do preço inicial e o uso dos veículos por 35 km diariamente, o retorno é o sequinte:

Payback = (R$ 115.800 – R$ 90.990) / (R$ 15.702,39 – R$ 11.900,43) ~ 6,52 anos (aproximadamente 78 meses).

Gráfico de payback para trajetos de 35 km diários
Payback do investimento no Dolphin Mini em relação ao VW Polo em trajetos diários de 35 km. Arte: Canal VE.

Importante destacar que o payback foi o indicador utilizado devido à sua simplicidade e por ser de fácil entendimento dos consumidores em geral, porém, outros indicadores podem ser utilizados para se fazer essa análise.

 

Analisando o percurso de 120 km diários

Na segunda parte do estudo, avaliamos o uso dos veículos em trajetos de 120 km por dia, o que representa 3.600 km por mês (30 dias), ou 43.800 km no ano (365 dias). Pode-se dizer que este perfil de motorista tem o uso similar ao do primeiro, mas faz viagens eventuais no mês, aumentando a média de quilometragem diária.

Considerando os mesmos valores de combustível, energia, tributos e depreciação, e ainda o consumo por quilômetro rodado dos dois veículos, temos a seguinte tabela comparativa:

Arte com a comparação de custos em trajetos de 120 km diários
Comparativo de custos para trajetos de 120 km diários. Arte: Canal VE.

Para o trajeto de 120 km por dia, o TCO do BYD Dolphin Mini é:

R$ 115.800 (preço) x 4,95% (depreciação) + R$ 4.632,00 (IPVA) + R$ 0,029 (manutenção) x 43.800 (quilometragem anual) + R$ 160,22 (licenciamento) + R$ 3.447,93 (gasto anual com energia elétrica) = R$ 15.242,45 

Já o TCO do VW Polo MPI 1.0 é:

R$ 90.990 (preço inicial) x 6,00% (depreciação) + R$ 3.639,60 (IPVA) + R$ 0,076/km (manutenção) x 43.800 km (quilometragem anual) + R$ 160,22 (licenciamento) + R$ 18.762,08 (gasto anual com combustível) = R$ 31.350,10.

Usando a mesma metodologia para comparar o retorno financeiro do Dolphin Mini em relação ao VW Polo, para uso diário dos veículos em percursos de 120 quilômetros, a conta seria:

Payback = (R$ 115.800 – R$ 90.990) / (R$ 31.350,10 – R$ 15.242,45) ~ 1,54 ano (aproximadamente 18 meses).

Gráfico de payback para trajetos de 120 km diários
Payback do investimento no Dolphin Mini em relação ao VW Polo em trajetos diários de 120 km. Arte: Canal VE.

Analisando o percurso de 200 km diários

Para o terceiro e último cenário deste estudo, avaliamos a média diária de percurso de motoristas profissionais que atuam em serviços de transporte de passageiros por meio de aplicativo, de até 6.000 km mensais (200 km/dia), de acordo com levantamento realizado pela empresa Zarp Localiza para cidades fora do eixo Rio-São Paulo. 

Como a autonomia máxima declarada do BYD Dolphin Mini, de acordo com os cálculos do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, é de 280 km, esse perfil de motorista não precisa chegar ao limite do alcance do carro ao fim do dia. Neste cenário, temos 73.000 quilômetros por ano.

Considerando os mesmos valores de consumo de combustível e energia por quilômetro rodado, tributos e depreciação, temos a seguinte tabela:

Arte com a comparação de custos em trajetos de 200 km diários
Comparativo de custos para trajetos de 200 km diários. Arte: Canal VE.

Para o trajeto diário de 200 km, o TCO do BYD Dolphin Mini é:

R$ 115.800 (preço) x 4,95% (depreciação) + R$ 4.632,00 (IPVA) + R$ 0,029 (manutenção) x 73.000 (quilometragem anual) + R$ 160,22 (licenciamento) + R$ 5.746,55 (consumo anual de energia) = R$ 18.387,87. 

Nas mesmas condições, o TCO do VW Polo MPI 1.0 é:

R$ 90.990 (preço inicial) x 6,00% (depreciação) + R$ 3.639,60 (IPVA) + R$ 0,076/km (manutenção) x 73.000 km (quilometragem anual) + R$ 160,22 (licenciamento) + R$ 31.270,14 (combustível anual) = R$ 46.077,36.

Com esses números, e utilizando a mesma metodologia dos dois cenários anteriores, temos o seguinte cálculo de retorno financeiro:

Payback = (R$ 115.800 – R$ 90.990) / (R$ 46.077,36 – R$ 18.387,87) ~ 0,89 ano (menos que 11 meses).

Gráfico de payback para trajetos de 200 km diários
Payback do investimento no Dolphin Mini em relação ao VW Polo em trajetos diários de 200 km. Arte: Canal VE.

Uso diário reflete o retorno

Como vimos no estudo, o uso frequente do veículo para os deslocamentos diários implica no retorno financeiro mais rápido, mesmo que não haja uso comercial do mesmo.

No entanto, se considerarmos que o carro é um investimento de uma pessoa ou empresa, com a utilização deste para fins comerciais, incluindo a geração de receita, como no caso de serviço de transporte de passageiros ou de carga, por exemplo, poderia ser incluído na conta do payback a receita diária, o que reduziria ainda mais o tempo para o retorno financeiro.

 

Energia solar a favor da eletromobilidade

Se a maior utilização do carro elétrico é fundamental para o retorno financeiro mais rápido da aquisição desse veículo, implementar um sistema de geração próprio para o carregamento do veículo elétrico pode gerar resultados ainda mais satisfatórios, reduzindo significativamente a dependência de eletricidade da rede, resultando em economia nas contas de energia.

Com a própria geração de energia, o gasto anual do consumo de energia é minimizado, o que diminui consideravelmente o TCO do veículo.

Para o trajeto diário de 200 km, o TCO do BYD Dolphin Mini, sem o custo estimado de energia elétrica fornecida pela rede para esse uso (R$ 5.746,55/ano), seria:

R$ 115.800 (preço) x 4,95% (depreciação) + R$ 4.632,00 (IPVA) + R$ 0,029 (manutenção) x 73.000 (quilometragem anual) + R$ 160,22 (licenciamento) = R$ 12.641,32. 

Segundo os estudos da Greener do primeiro semestre de 2023, o preço do kit fotovoltaico de 1.995 Wp era de R$ 4,48 por Wp. 

Já os preços praticados no mercado para os bancos de bateria podem ser estimados entre R$ 1.800,00 a R$ 2.000,00 por kWh no momento da produção deste artigo.

 Considerando a instalação de um sistema fotovoltaico residencial para o carregamento do carro elétrico BYD Dolphin Mini, seria necessário um banco de baterias de 2 kWh para atender a esse consumo. Portanto, o custo da instalação de um kit fotovoltaico com um banco de bateria acoplado é calculado como descrito abaixo.

Custo da instalação do sistema fotovoltaico residencial:

1995 Wp x R$ 4,48/Wp + 2kWh x R$ 2.000,00 = R$ 12.937,60. 

O custo de manutenção pode ser estimado anualmente em cerca de 2% do custo da instalação. Portanto: R$ 12.937,60 x 2% = R$ 258,75. 

Assim, o retorno financeiro do investimento no BYD Dolphin com o sistema fotovoltaico, na comparação com o VW Polo MPI 1.0, no cenário de 280 km diários de uso, é:

Payback = [(R$ 115.800 + 12.937,60) – R$ 90.990] / [R$ 46.077,36 – (R$ 12.641,32 + R$ 258,75)] ~ 1,14 ano (menos que 14 meses).

Sistema de energia solar residencial favorece a eletromobilidade. Foto: Arquivo.

Diferença compensa a instalação do sistema fotovoltaico

Considerando o valor do BYD Dolphin Mini acrescido do preço do sistema fotovoltaico projetado para alimentar a bateria do carro, o preço inicial será maior, resultando em acréscimo de tempo no retorno do investimento de cerca de 3 meses. 

No entanto, esse acréscimo pode ser considerado irrelevante, uma vez que o sistema fotovoltaico tem cerca de 25 a 30 anos de vida útil. Ou seja, o sistema de geração de energia solar será utilizado por muito mais tempo que o próprio carro, além de poder ser aproveitado para abater o consumo de energia do local da instalação. 

Por isso, a aquisição do sistema fotovoltaico em conjunto com o carro elétrico não só é plenamente viável como também recomendado para o maior potencial de retorno financeiro já no curto prazo.

 

Ler o Anterior

Peugeot cria expectativas para o lançamento do E-5008 na Europa

Ler o Próximo

Criciúma capacita os servidores públicos para utilização do e-JS1

Deixar uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Popular