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18 de maio de 2024

Para Abraciclo, e-bikes têm potencial para crescer no Brasil

Homem pedala bicicleta elétrica em rua durante à noite

Produção de bicicletas elétricas no Brasil registrou crescimento em 2022. Foto: Divulgação/Sense

A produção de bicicletas no Polo Industrial de Manaus registrou queda de 20,1% em 2022 na comparação com o ano anterior. Mas o segmento de e-bikes, ou bicicletas elétricas, foi o único que registrou alta no volume de produção em relação a 2021. Os dados são da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).

No ano passado foram produzidas 10.847 unidades de e-bikes, aumento de 5,4% na comparação com 2021 (10.294 bicicletas). Apesar de representar apenas 1,8% do volume total de bicicletas produzidas no Polo de Manaus, o modelo está cada vez mais presente nas grandes cidades. 

Gráfico mostra produção de bicicletas por categoria no Brasil com dados da Abraciclo
Produção de bicicletas por categoria no Polo Industrial de Manaus em 2022. Fonte: Abraciclo.

“As pessoas que optam pelo pedal buscam um estilo de vida mais saudável e em sintonia com o meio ambiente. A bicicleta elétrica facilita isso, oferecendo agilidade nos deslocamentos e comodidade para vencer os obstáculos do percurso”, afirma Cyro Gazola, vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo.

 

Impactos da pandemia

O executivo avalia que todo o setor de bicicletas sofreu impactos em decorrência da pandemia desde o início do ano de 2022, seja pela falta de insumos, seja pela mudança de comportamento das pessoas. O total produzido em Manaus, em todos os segmentos, foi de 599.044 unidades de janeiro a dezembro, número 20,1% menor que o total de 2021 (749.320 bicicletas).

Gráfico mostra evolução da produção de bicicletas no Brasil em 2022 na comparação com 2021.
Evolução da produção de bicicletas no Brasil em 2022, na comparação com 2021. Fonte: Abraciclo.

Para 2023, a expectativa da Abraciclo é que o mercado de bicicletas tenha um primeiro semestre mais conservador, com intensidade de promoções e foco na gestão de caixa, para iniciar a retomada no ritmo de inovações a partir do segundo semestre. Mesmo assim, a estimativa é que o setor registre nova retração na produção em 2023, de 4,8% (produção estimada em 570 mil unidades).

No entanto, Gazola vê uma oportunidade no segmento de e-bikes. “Quando olhamos para esse segmento, nós enxergamos um potencial de crescimento no futuro. Poderia ter sido um ano até melhor em 2022, não fosse o problema ligado ao abastecimento de peças e componentes para esse tipo de bicicleta. Mas nós vamos ver novos lançamentos e a expansão das e-bikes aqui no Brasil”, avalia Gazola.

Funcionário trabalha em bicicleta na linha de montagem da fábrica
Linha de produção de bicicletas da Sense em Manaus. Foto: Divulgação/Gustavo Lovalho/Sense.

 

Incentivos às e-bikes

Para que o crescimento saia do papel, o executivo diz que é preciso investimentos na infraestrutura cicloviária nas cidades e na segurança. Por isso, afirma que a Abraciclo vai trabalhar em conjunto com o governo federal e com os governos estaduais na busca de soluções de incentivo para a aquisição e o uso de bicicletas elétricas no país para deslocamentos ao trabalho ou mesmo para o lazer.

“Essa é uma alternativa que acontece em outras partes do mundo com muito sucesso. Nós vemos isso como uma das ideias para trabalhar e entender como podemos fazer o Brasil adotar medidas como as utilizadas em outros mercados, principalmente o europeu”, completa Gazola.

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