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Carro elétrico preserva 95% da autonomia após 5 anos, diz estudo

Carro elétrico carregando

Estatística mostra boa retenção de autonomia. Foto: Divulgação / FreePik

Carros elétricos conseguem manter 97% da autonomia após três anos de uso, e 95% após cinco anos. É o que mostra um relatório da Recurrent, empresa estadunidense que observa o uso de veículos movidos a bateria.

A análise foi baseada em mais de 1 bilhão de milhas (1,6 bilhão de km) rodadas por carros elétricos até o fim de 2025. Na prática, isso significa que um veículo elétrico médio versão 2026, de 523 km de autonomia, terá 497 km de autonomia em 2031. 

O levantamento ainda aponta que 68% dos carros elétricos da linha 2023 analisados superaram a autonomia estimada pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

 

Autonomia média de elétricos vem crescendo

A autonomia média dos carros elétricos também aumentou, segundo o relatório. Em 2020, modelos considerados de entrada rodavam, em média, 420 km. Em 2025, esse número era de 471 km, saltando para 523 km na observação de modelos 2026. 

Embora esses dados sejam de veículos mais tradicionais do mercado estadunidense, a estatística revela uma tendência industrial que pode se expandir para mais países.

 

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Montadoras têm estratégias para manter a preservação da bateria

Um dos fatores que explica a baixa perda de autonomia dos carros elétricos é a combinação de tecnologias utilizadas pelas montadoras nas baterias. 

A Recurrent aponta liberação de capacidade reserva por meio de atualizações de software remotas e gerenciamento térmico e aerodinâmico como itens importantes para a retenção da autonomia ao longo dos anos, atrelados também à saúde da bateria. 

Entretanto, vale destacar que retenção de autonomia não é sinônimo de saúde das baterias. O estudo baseia-se em condições reais de uso e leva mais variáveis em conta, como tipo de condução dos motoristas, vias, clima e idade das baterias. 

 

Formas de recarga sugeridas

Outro ponto importante para manter a saúde da bateria a longo prazo é a maneira como as recargas são feitas. Nos manuais de diversos carros elétricos comercializados no mercado brasileiro, as marcas sugerem manter a carga entre 20% e 80%, o que pode minimizar estresses extremos nas células de íon-lítio. Além disso, é recomendado que a recarga seja feita em corrente alternada (AC), ou em potências menores. 

No início do ano, a Geotab, empresa especializada em telemetria veicular, publicou um estudo em que analisou dados de 22,7 mil veículos elétricos ao longo dos ciclos de uso em 2025. A constatação é que carregamentos rápidos frequentes, acima de 100 kW em corrente contínua (DC), podem causar degradação de 3% ao ano nas baterias. 

Embora não amplie tanto a degradação ao longo do tempo, recargas em corrente alternada (AC) ou em potências menores deixam a bateria termicamente mais estável, o que reduz a degradação.

 

Elétricos perdem pouca autonomia com o passar dos anos

Com isso, o tamanho da bateria deixa de ser o único fator diferencial para analisar a autonomia de um carro elétrico — ainda que seja de suma importância. Condições de uso, modos de recarga e sistemas tecnológicos empregados na bateria dos veículos também começam a ser variáveis que precisam ser observadas pelo usuário. Os estudos corroboram que a perda de autonomia nos carros elétricos se dá de maneira bem menos acelerada do que a visão comum de parte do público.

 

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