Canal VE

Carro elétrico pode se pagar em até um ano? Teste prova que sim

Visão interna do BYD Dolphin Mini circulando por avenida

Custo operacional de um BYD Dolphin Mini é baixo. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.

O custo por quilômetro de um carro elétrico pode ser até 70% menor do que o de um modelo a combustão. Mas, na prática, será que isso é suficiente para transformar o veículo em fonte de renda

Essa foi a pergunta que guiou um teste prático realizado pelo Canal VE com o BYD Dolphin Mini. A proposta foi simular um dia real de trabalho com o carro elétrico, como acontece na rotina de motoristas de transporte por aplicativo, entregadores, representantes comerciais e profissionais que dependem do veículo no dia a dia.

Mais do que a autonomia, o objetivo foi analisar o custo operacional — fator que, no fim das contas, define o lucro ou o prejuízo da operação. O resultado mostra que é possível recuperar o valor do investimento no carro em cerca de um ano de uso, dependendo da remuneração por quilômetro rodado.

Um dia inteiro na rua: 261 km rodados

O teste começou com o carro 100% carregado e todos os dados zerados. Ao longo do dia, o veículo percorreu diferentes trajetos, incluindo trânsito urbano, trechos rodoviários, subidas e descidas — um cenário típico de uso intenso.

Foram cerca de nove horas ao volante, totalizando 261 km rodados — próximo da autonomia declarada de 280 km no ciclo brasileiro do Inmetro. Ao final do dia, o carro ainda contava com 8% de bateria. O consumo médio registrado foi de 10,2 kWh a cada 100 km.

Visão lateral do Dolphin Mini, com árvores altas ao fundo
BYD Dolphin Mini tem atributos para convencer o motorista a migrar para os carros elétricos. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.

Quanto custa rodar com carro elétrico?

A recarga foi feita em casa, durante a noite, após o teste. O consumo total medido no carregador foi de 33,42 kWh. Vale destacar que esse valor não corresponde exatamente ao consumo do carro em uso. Durante a recarga, há perdas de eficiência e consumo adicional do próprio sistema do veículo, como a gestão térmica. 

Considerando o custo de R$ 0,98 por kWh, já com os impostos da conta de energia, o valor total da recarga ficou em aproximadamente R$ 33

Na prática, isso significa que rodar 261 km em um dia custou cerca de R$ 33 em energia — aproximadamente R$ 0,12 por quilômetro, já considerando perdas. Em um mês de trabalho (25 dias), o gasto com energia elétrica seria de R$ 825.

Visão lateral de um BYD Dolphin Mini circulando em avenida
BYD Dolphin Mini pode se transformar em um ativo financeiro. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.

E quanto custaria com gasolina ou etanol?

Para efeito de comparação, foi simulado o mesmo uso com um carro compacto a combustão, o Fiat Mobi, que tem consumo declarado no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, de 14 km/l na cidade com gasolina, e 10 km/l na cidade com etanol. A comparação ficou assim:

Gasolina: R$ 117 por dia → R$ 2.925/mês
Etanol: R$ 112 por dia → R$ 2.800/mês
Elétrico: R$ 33 por dia → R$ 825/mês

A diferença do elétrico chega a R$ 2.100 por mês em relação ao movido a gasolina, uma economia de 71,8%.

Imagem mostra as luzes traseiras do Dolphin Mini
Detalhe das luzes de led na traseira do Dolphin Mini. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.

Carro elétrico vale a pena para trabalhar?

Para quem utiliza o veículo como ferramenta de trabalho, o ponto central é o valor recebido por quilômetro rodado. É isso que vai determinar o resultado financeiro da operação. 

A partir dessa ideia, foram simulados diferentes cenários de receita, considerando as diversas atividades profissionais propostas.

Valor por quilômetro → lucro mensal
R$ 0,90/km → R$ 5.047 líquidos/mês
R$ 1,20/km → R$ 7.005 líquidos/mês
R$ 1,50/km → R$ 8.962 líquidos/mês
R$ 1,80/km → R$ 10.920 líquidos/mês

Os valores já consideram o custo com energia elétrica. 

Esse cenário reforça o potencial do carro elétrico para uso profissional intensivo, especialmente em operações urbanas.

BYD Dolphin Mini durante recarga em casa
Carregar o carro elétrico em casa garante maior economia para o usuário. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.

O carro elétrico pode se pagar sozinho?

No cenário mais favorável, com remuneração de R$ 1,80 por km, o rendimento mensal pode chegar a R$ 10,9 mil.

Em 11 meses, esse valor chega a cerca de R$ 120 mil — o suficiente para cobrir o preço de um carro zero quilômetro, como o BYD Dolphin Mini, que tem o preço de tabela de R$ 119.990.

A simulação considera apenas o custo de energia e combustível, sem incluir manutenção, troca de pneus, seguro e a eventual depreciação, entre outras despesas. Ainda assim, mesmo adicionando esses custos, a tendência é que o modelo elétrico mantenha vantagem em cenários de uso intensivo. Na prática, mais um ou dois meses de trabalho com o carro são suficientes para cobrir esses gastos.

Dolphin Mini é o elétrico mais vendido do país. Foto: Divulgação/BYD

Mais do que transporte: um ativo financeiro

O teste reforça uma mudança importante na forma de enxergar o carro.

Para quem depende do veículo no trabalho, o custo operacional passa a ser o principal fator de decisão. Nesse contexto, o carro elétrico deixa de ser apenas um meio de transporte e passa a funcionar como um ativo produtivo, com potencial real de geração de receita.

Com menor custo por quilômetro e maior previsibilidade de gastos, o modelo elétrico pode ampliar margens e acelerar o retorno sobre o investimento.

Ler o Anterior

MP apura preparo do Tocantins para incêndios em carros elétricos

Mais Popular

Overview de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.