Lucas Di Grassi anuncia aposentadoria das pistas ao final da temporada 2025/2026. Foto: Divulgação/Fórmula E.
O piloto brasileiro Lucas di Grassi anunciou a sua aposentadoria das pistas ao final da temporada 2025/2026, encerrando uma das trajetórias mais marcantes da história da Fórmula E.
Presente desde a temporada inaugural, em 2014/2015, quando venceu a primeira corrida da categoria, Di Grassi foi um dos primeiros nomes a apostar na competição totalmente elétrica, contribuindo diretamente para o desenvolvimento inicial da Fórmula E.
Ao longo de sua carreira, o brasileiro acumulou 13 vitórias, 41 pódios, quatro pole positions e mais de mil pontos, além do título de campeão na temporada 2016/2017, quando defendia a equipe ABT Schaeffler Audi Sport.
Além do desempenho nas pistas, Di Grassi teve papel relevante na evolução tecnológica da categoria, participando do desenvolvimento do protótipo original que deu origem ao carro da primeira geração.
“Depois de uma vida dedicada às corridas, 2026 marcará minha última temporada como piloto profissional e o início de um novo capítulo”, afirmou o piloto, que ao longo da carreira também se tornou uma das principais vozes da mobilidade elétrica no automobilismo.
“Dediquei tudo o que tinha a este esporte e, em troca, ele me deu uma vida além de tudo o que eu poderia ter sonhado.”

Futuro ainda não está definido
Atualmente competindo pela equipe Lola Yamaha ABT, o brasileiro seguirá no grid até o fim da temporada e também participará do desenvolvimento do carro da próxima geração, o GEN4, apresentado recentemente.
Apesar de anunciar a aposentadoria das pistas ao final da temporada, Di Grassi ainda não definiu o que fará no futuro. A expectativa é que ele possa permanecer no convívio da Fórmula E, como conselheiro ou parte da organização da categoria.

Repercussão do anúncio
A importância de Di Grassi para a categoria foi destacada por dirigentes e equipes ao longo do anúncio. Para o CEO da Fórmula E, Jeff Dodds, o brasileiro teve papel fundamental no crescimento da competição.
“Lucas tem sido sinônimo da Fórmula E desde o início. Ele não se limitou a correr; acreditou na missão da mobilidade elétrica desde o primeiro dia”, afirmou.
Já Alejandro Agag, cofundador da categoria, ressaltou o impacto do piloto na consolidação do campeonato. “Lucas não é apenas um piloto, ele faz parte da família da Fórmula E. Sua paixão pelas corridas elétricas foi inestimável para o crescimento da série.”
Já Alberto Longo, cofundador e diretor de campeonato da Fórmula E, relembrou a trajetória do brasileiro. “Crescemos juntos ao longo de 12 temporadas, desde o primeiro E-Prix até o Campeonato Mundial da FIA que somos hoje, e Lucas esteve presente em todos os momentos decisivos. Ele enxergou o futuro das corridas elétricas e da mobilidade elétrica muito antes da maioria e nos ajudou a construí-lo do zero”, falou.

Rodada dupla em Berlim
O anúncio da aposentadoria acontece às vésperas da rodada dupla da etapa de Berlim, na Alemanha, em 2 e 3 de maio de 2026. O circuito de rua do Aeroporto Tempelhof é um dos mais icônicos da categoria, e promete muitas emoções no fim de semana. As largadas das provas estão marcadas para as 11h05, tanto no sábado como no domingo.

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como repórter, redator e editor em veículos de comunicação de grande circulação, como Grupo Folha, Grupo RAC e emissoras de TV e rádio. Acompanha o setor de veículos elétricos e outras energias renováveis para o desenvolvimento sustentável.