Jaecoo 7, um dos mais vendido da montadora chinesa. Foto: Divulgação / O&J
O Jaecoo 7 entra na disputa por eficiência entre os híbridos com uma proposta ambiciosa: ultrapassar 1.200 quilômetros de autonomia combinada com um único tanque. O resultado vem da integração entre motor a combustão, propulsão elétrica e um sistema de gerenciamento de energia que ajusta o funcionamento do carro em tempo real para reduzir consumo e ampliar o alcance.
Mais do que a simples combinação de dois motores, o sistema adotado pelo modelo foi desenvolvido para funcionar de forma integrada, coordenando geração, armazenamento e uso de energia. Na prática, isso permite reduzir perdas e manter o veículo operando nas condições mais eficientes em diferentes cenários de condução.
Arquitetura híbrida prioriza eficiência
No centro do conjunto está um motor 1.5 turbo desenvolvido para aplicações híbridas, ajustado para operar em faixas de maior eficiência térmica. Ele atua em conjunto com um motor elétrico, responsável por mover o veículo em situações de menor demanda, como no trânsito urbano.
O sistema também inclui uma bateria de alta densidade energética, que permite ao veículo rodar por dezenas de quilômetros apenas no modo elétrico. Esse fator contribui diretamente para a redução do consumo de combustível.
Tecnologias e gerenciamento
Entre os recursos presentes estão sistemas de controle térmico, recirculação de gases e otimização da combustão, além de soluções voltadas à lubrificação e eficiência do fluxo de admissão. Em conjunto, essas tecnologias permitem ao modelo atingir até 44,5% de eficiência térmica, índice elevado para veículos desse segmento.
O sistema monitora variáveis como velocidade, nível de bateria, relevo da via e estilo de condução para definir automaticamente o modo de operação mais eficiente. Dependendo da situação, o veículo pode priorizar o uso do motor elétrico, acionar o motor a combustão como gerador ou combinar ambas as fontes.
Outro fator relevante é a regeneração de energia em frenagens e desacelerações, que converte energia cinética em eletricidade armazenada na bateria, contribuindo para ampliar a autonomia.
Transmissão e avanços
A transmissão híbrida dedicada (DHT) foi projetada para integrar os dois motores com maior eficiência. Diferentemente de sistemas adaptados, ela reduz perdas mecânicas e mantém o motor térmico operando em sua faixa ideal, além de proporcionar transições mais suaves entre os modos de condução.
A combinação desses elementos posiciona o modelo como um exemplo do avanço dos sistemas híbridos, que buscam aumentar a eficiência energética sem comprometer desempenho e alcance. A proposta segue uma tendência da indústria automotiva de integrar eletrificação e motores térmicos de forma cada vez mais otimizada.

Jornalista graduada pela UNIP desde 2023. Atuou como repórter em veículos de comunicação na região de Campinas com experiência em impresso, digital e TV. Acompanha o mercado de veículos elétricos para o Canal VE.