GM Captiva EV tem dimensões generosas para os ocupantes. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.
Um SUV 100% elétrico, confortável para a família, por menos de R$ 200 mil. Essa talvez seja a melhor definição para o Captiva EV, a aposta da GM no Brasil para subir mais um degrau no projeto de eletrificação da marca no país. O carro, inclusive, terá produção nacional a partir de 2026, no Polo Automotivo do Ceará, em Horizonte (CE), ao lado do Spark EUV.
O Canal VE participou de um teste dinâmico para a imprensa, num percurso entre Guarulhos (SP) e Campos do Jordão (SP), e o SUV agradou. O carro não tem a pretensão de ter um desempenho esportivo – e não precisa. A ideia central está no conforto da cabine interna e na segurança de um carro bem montado, bem testado e bem ajustado para o público brasileiro.
Além disso, a força da marca Chevrolet estampada na frente do veículo pode atrair novos consumidores para a eletromobilidade no Brasil. Mas vale lembrar que o Captiva EV é um produto da joint-venture SAIC-GM-Wuling, uma parceria entre a General Motors e as marcas de origem chinesa SAIC Motor e Guangxi Automobile Group.

Desempenho na estrada
Já disponível para venda nas concessionárias da Chevrolet em todo o Brasil, o Captiva EV carrega em seu DNA a característica de ser o SUV elétrico para a rotina das famílias brasileiras, combinando dimensões generosas e desempenho compatível com a proposta.
O Captiva EV tem 4,74 m de comprimento, 1,98 m de largura e 1,65 m de altura, e oferece mais de 400 litros de capacidade no porta-malas, além de um compartimento inferior dedicado ao recarregador portátil e ao estepe (embora não seja muito fácil acessá-lo). Mas o grande destaque é o entre-eixos, com 2,80 m, o que garante espaço de sobra para a cabine.
O motor elétrico com tração dianteira oferece 201 cv de potência e 310 Nm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h, no entanto, deixa a desejar os mais desavisados: 9,9 segundos. Se a arrancada a partir do zero não tem a resposta que um motorista mais experiente com os elétricos gostaria, a retomada de velocidade em movimento (60 a 100 km/h) é mais prazerosa, com a boa sensação de aceleração.
A bateria LFP tem 60 kWh de capacidade, para uma autonomia de 304 km, segundo o ciclo do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro. O Captiva EV pode ser recarregado em 6,6 kW em corrente alternada (AC) ou 120 kW em corrente contínua (DC). Neste último caso, a recarga de 30% a 80% é realizada em 30 minutos. A garantia da bateria é de 8 anos ou 160 mil quilômetros.

Experiência na condução
Como não poderia deixar de ser, o motorista tem uma experiência confortável na direção do Captiva EV. De acordo com a GM, o carro passou por mais de 150 mil quilômetros de testes para refinar a direção e a suspensão do carro, calibradas seguindo a preferência do consumidor brasileiro.
O pacote ADAS, com muitas regalias para o motorista, também oferece mais facilidade na condução, incluindo assistência de faixa, controle de cruzeiro adaptativo, assistência de velocidade em curva, farol alto adaptativo e alerta de colisão, com frenagem de emergência, entre outros itens. No quesito segurança, o carro conta com seis airbags.
Outro detalhe é o silêncio na rodagem. São 45 pontos de isolamento acústico, incluindo um tratamento especial nos vidros laterais, para a melhor sensação ao volante. Há ainda câmeras 360º para as manobras e teto panorâmico retrátil. Com o espaço interno avantajado, a família pode viajar tranquilamente, sem apertos.

Cores e preços
O GM Captiva EV está disponível em quatro cores, que reforçam a brasilidade: Azul Diamantina, Branco Lençóis, Dourado Jeri e Azul Búzios. Todas contam com o teto na cor preta. O Captiva EV tem o preço de R$ 199.990, compatível com o mercado atual de SUVs médios.
Depois dos lançamentos de Blazer EV e Equinox EV, posicionados numa gama mais premium, e do Spark EUV, mais compacto, a Chevrolet mostra, com o Captiva EV, que quer abocanhar uma fatia do mercado de elétricos no Brasil. Uma linha diversificada, a marca da gravatinha já tem.


Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como repórter, redator e editor em veículos de comunicação de grande circulação, como Grupo Folha, Grupo RAC e emissoras de TV e rádio. Acompanha o setor de veículos elétricos e outras energias renováveis para o desenvolvimento sustentável.