Pedágio eletrônico do tipo Free Flow melhora a fluidez nas rodovias. Foto: Divulgação/Concessionária Tamoios.
Os pedágios eletrônicos do tipo Free Flow já operam em diversos trechos rodoviários do Brasil, mas ainda geram dúvidas entre motoristas — principalmente em períodos de feriado, quando o fluxo nas estradas aumenta. O modelo elimina praças físicas e realiza a cobrança por meio de pórticos instalados ao longo da via, sem necessidade de parada.
Quem utiliza tag eletrônica tem o valor debitado automaticamente. Já motoristas sem tag precisam acessar os canais oficiais da concessionária responsável para efetuar o pagamento dentro do prazo estabelecido. O não pagamento pode resultar em multa por evasão de pedágio, além da cobrança da tarifa.
A maior vantagem está na fluidez do tráfego. Sem a necessidade de parar ou reduzir drasticamente a velocidade, o sistema contribui para diminuir congestionamentos, melhorar o tempo de viagem e reduzir emissões de poluentes, com o anda e para das filas de pedágios tradicionais, especialmente em horários de maior movimento.

Como funciona o Free Flow no Brasil?
No Free Flow, a identificação do veículo ocorre automaticamente no momento da passagem pelo pórtico. Motoristas que utilizam tag eletrônica têm a cobrança realizada de forma imediata e integrada ao serviço contratado, sem necessidade de qualquer ação adicional.
Já quem não possui tag precisa redobrar a atenção. Nesses casos, o sistema identifica a placa do veículo, e o pagamento deve ser feito posteriormente, dentro do prazo definido pela concessionária responsável pela rodovia. O não pagamento pode resultar em multa por evasão de pedágio, além da cobrança da tarifa.
Por isso, a recomendação é que motoristas sem tag consultem sempre os canais oficiais das concessionárias ou plataformas públicas indicadas pelos governos estaduais, como o Siga Fácil, de São Paulo, por exemplo. Assim, o motorista evita esquecimentos e possíveis golpes.
A tendência é de expansão. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e os governos estaduais já autorizaram novos projetos, o que deve ampliar significativamente a presença do Free Flow nos próximos anos.

Onde o Free Flow já está em operação?
O sistema já funciona em importantes eixos rodoviários do país. A dica é pesquisar o trecho a ser percorrido antes de sair de casa para facilitar a organização e ter uma viagem mais tranquila. Confira as rodovias brasileiras e os pontos onde estão instalados os pedágios Free Flow (em fevereiro de 2026*):
São Paulo
Noroeste Paulista (Ecovias Noroeste Paulista)
Rodovia Carlos Tonanni (SP-333), km 110 – Jaboticabal (SP)
Rodovia Laurentino Mascari (SP-333), km 179 – Itápolis (SP)
Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326), km 307 – Dobrada (SP)
Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326), km 357 – Taiúva (SP)
Tamoios/Contorno Sul (Concessionária Tamoios)
Rodovia dos Tamoios – Contorno Sul (SPI-097/055), km 13+500 – Caraguatatuba (SP)
Raposo Tavares (Motiva/CCR Sorocabana)
Rodovia Raposo Tavares (SP-270), kms 48, 83 e 111 – São Roque, Alumínio e Araçoiaba da Serra
Pórticos de monitoramento sem cobrança: kms 37, 58, 72, 95 e 101
Lote Litoral Paulista – Novo Litoral
Rodovia Pedro Eroles (SP-088), km 037+780 – Arujá
Rodovia Pedro Eroles (SP-088), km 041+190 – Mogi das Cruzes
Rodovia Dom Paulo Rolim Louveiro (SP-098), km 095+250 – Bertioga
Rodovia Manoel Hipólito Rego (SP-055), km 095+250 – Santos
Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-055), km 388+390 – Miracatu
Rio de Janeiro
CCR RioSP
Via Dutra (BR-116) – pórticos de Free Flow em trechos de Guarulhos (SP) a Seropédica (RJ)
Rio–Santos (BR-101) – trechos com cobrança eletrônica entre Angra dos Reis, Paraty e Itaguaí
Minas Gerais
EPR Sul de Minas/EPR Triângulo
MG-459 (EPR Sul de Minas) — km 12,7 em Monte Sião
BR-381 (Nova 381) — pontos em km 411 (Caeté), km 345 (João Monlevade), km 280, km 227 e km 176
BR-262 (MG) — km 452 e km 665
Rio Grande do Sul
Caminhos da Serra Gaúcha (CSG)
ERS-122 — Km 4,6 (São Sebastião do Caí), Km 45 (Farroupilha), Km 108,2 (Antônio Prado), Km 151 (Ipê)
ERS-240 — Km 30 (Capela de Santana)
ERS-446 — Km 6 (Carlos Barbosa)
*Fonte: Sem Parar.

Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como repórter, redator e editor em veículos de comunicação de grande circulação, como Grupo Folha, Grupo RAC e emissoras de TV e rádio. Acompanha o setor de veículos elétricos e outras energias renováveis para o desenvolvimento sustentável.