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Produção de bikes elétricas mais que dobra no Brasil em um ano

Bike elétrica amparada em parede azul e cinza

Bike elétrica Bombini, da Bee, tem pedal assistido. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.

A produção de bicicletas elétricas no Polo Industrial de Manaus (PIM) cresceu 107,9% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo levantamento da Abraciclo. Foram 3.414 unidades fabricadas no primeiro mês deste ano — contra 1.642 em janeiro de 2025 —, consolidando a expansão da micromobilidade elétrica no país.

O avanço ocorre mesmo em um cenário de retração da produção total de bicicletas, que caiu 18,9% na comparação anual. No total, 19.028 unidades foram produzidas em janeiro.

O resultado indica que, enquanto o mercado tradicional oscila, os modelos eletrificados ampliam sua participação e ganham relevância como alternativa de transporte urbano.

As bicicletas elétricas representaram 17,9% de toda a produção no mês — fatia significativamente maior do que a observada um ano antes.

Apesar da queda de 17,8% em relação a dezembro, o desempenho anual mostra uma tendência consistente de crescimento, acompanhando o movimento global de eletrificação dos modais leves.

Segundo a Abraciclo, a expansão está ligada à busca por soluções de deslocamento mais eficientes em grandes centros urbanos.

“O avanço em relação a dezembro está associado à recomposição dos estoques e à normalização do ritmo de produção após o período de fim de ano. Ainda assim, a comparação anual indica que o setor permanece atento ao comportamento do consumidor e confiante na evolução do mercado”, afirma Fernando Rocha, vice-presidente do segmento de bicicletas.

 

Mercado geral se recupera após fim de ano

O aumento de 84% em relação a dezembro reflete a retomada da produção após as férias coletivas nas fábricas, período tradicionalmente marcado por desaceleração.

Entre as categorias tradicionais, a Mountain Bike (MTB) segue dominante, com 40,1% da produção. Em seguida aparecem os modelos infantojuvenis (21%) e urbanos/lazer (18,1%).

Mesmo assim, nenhuma dessas categorias apresentou crescimento anual comparável ao das bicicletas elétricas.

 

Sudeste concentra maior demanda

O Sudeste recebeu 59,7% das bicicletas produzidas no PIM em janeiro, consolidando-se como principal mercado consumidor. Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte aparecem na sequência, com participações menores.

A Abraciclo projeta produção de 350 mil bicicletas ao longo de 2026, alta de 4,3% em relação a 2025.

Dentro desse cenário, as elétricas tendem a ganhar peso estratégico, impulsionadas pela expansão da mobilidade sustentável, pela popularização da tecnologia e pela busca por soluções de transporte mais econômicas no uso diário.

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