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Da liderança à fábrica: mulheres são protagonistas na BYD

Colaboradoras da BYD reforçam protagonismo na indústria automotiva. Foto: Divulgação/BYD

Em um setor historicamente marcado pela predominância masculina, a presença feminina na indústria automotiva avança de forma consistente na Bahia. No complexo industrial da BYD em Camaçari, a greentech chinesa coloca mulheres para ocupar funções estratégicas.

Na nova indústria, mulheres vêm ganhando espaço na produção, logística e gestão, consolidando uma transformação que vai além dos números e se reflete em liderança, qualificação técnica e protagonismo, desenvolvendo a construção de um novo ambiente de trabalho.

 

Diretoria feminina

O protagonismo feminino percorre toda a hierarquia corporativa, das posições iniciais aos mais altos postos de liderança, inclusive funções estratégicas, como a número 2 da companhia. Stella Li é Vice-Presidente Executiva da BYD e CEO para as Américas e Europa. 

Stella Li atua na BYD desde 1996. A executiva expandiu os negócios globais e a presença internacional, transformando a empresa desde seus primórdios como fabricante de baterias até ao que a marca é hoje. Sob a liderança de Stella, a BYD está presente em todos os continentes, com operações em 112 países. Em junho de 2023, a BYD foi destaque na revista Time como uma das “100 Empresas Mais Influentes de 2023” e no ano passado Stella Li foi eleita “Personalidade Mundial do Ano no Setor Automotivo” pela World Car Awards.

“Como mulher em posição de liderança, sei que ocupar espaços de decisão vai muito além de uma conquista individual. É abrir caminhos para que outras também cheguem lá. Empresas mais diversas são empresas mais inovadoras, mais humanas e mais preparadas para os desafios do futuro. Defender a presença feminina em cargos de chefia é defender uma agenda estratégica de crescimento, competitividade e transformação sustentável”, diz a executiva.

Stella Li, Vice-Presidente Executiva da BYD e CEO para as Américas e Europa. Foto: Divulgação/BYD

Pioneirismo e quebra de paradigmas

Natural de Camaçari, Magda de Hungria é a primeira mulher a dirigir uma carreta elétrica da BYD no Brasil. Lotada na fábrica de montagem final dos veículos elétricos e híbridos, realiza um sonho de infância: trabalhar como carreteira. “Sempre ouvi que era coisa de homem. As pessoas me perguntavam como eu iria dirigir sendo mulher e aqui eu estou provando que competência não tem gênero”, afirma.

Uma das atividades de Magda é o transporte de veículos. A camaçariense destaca a diferença da carreta elétrica em relação aos modelos tradicionais. “Já dirigi outras carretas e caminhões, mas os elétricos são melhores. Mais silenciosa, muito confortável, ótima autonomia e segura”, diz. Para a motorista, o maior orgulho é servir de inspiração dentro de casa. “O que mais me emociona é ouvir da minha filha, de 10 anos, que também quer ser carreteira.”

 

Liderança feminina na produção

Há lideranças também na produção. No chão de fábrica, Jéssica Siqueira é a líder de produção na área de chassis do complexo industrial e coordena dezenas de trabalhadores diariamente. Para ela, mesmo diante de desafios persistentes na sociedade, as mulheres têm avançado de forma consistente, ampliando sua presença e contribuindo de maneira decisiva para as organizações.

“Lugar de mulher é onde ela quiser. Temos mulheres em diferentes posições e cargos de liderança, isso mostra que estamos avançando. E a minha dica é: não desistam! Nós, mulheres, conseguimos e podemos, basta acreditarmos”, declara.

 

Diversidade cultural e representatividade

A pluralidade também está presente na trajetória de Séuzia Bila, primeira tradutora mulher da área de produção da fábrica de montagem final em Camaçari. Natural de Moçambique e fluente em mandarim, desempenha papel fundamental na integração técnica e cultural entre as equipes internacionais. “Estar nessa posição é também ser referência para outras mulheres”.

Séuzia desembarcou em Ouro Preto (MG), em 2023, para dar continuidade às atividades acadêmicas e, um ano depois, iniciou sua trajetória na BYD na Bahia. Na operação, a tradutora destaca o protagonismo feminino que observa na empresa. “Vejo mulheres ocupando posições que nunca tinha visto antes. Isso dá visibilidade e mostra que é possível ocupar qualquer espaço.”

Neste Mês da Mulher, a empresa reafirmou seu compromisso com o respeito, a valorização profissional e a ampliação de oportunidades para que mais mulheres ocupem todos os espaços, da linha de produção à liderança, da área administrativa à estrada.

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