Ônibus elétricos da BYD. Foto: Divulgação/BYD
Há momentos em que o mercado muda aos poucos. E há momentos em que ele muda de eixo. O estudo Behind the Curve , da Idle Giants, coalizão global de organizações da sociedade civil dedicada a acompanhar e incentivar o avanço da indústria de veículos pesados na eletrificação , mostra exatamente isso: a transformação da mobilidade já não está mais no campo das hipóteses, mas no da realidade. E, quando a mudança deixa de ser tendência para se tornar uma disputa concreta por liderança, vence quem teve visão, escala e coragem para agir antes.
O grande mérito revelado pelo estudo é justamente esse: a BYD não está reagindo ao futuro. Está ajudando a defini-lo.
É esse o ponto que mais chama a atenção no relatório. O mundo não está mais discutindo se a eletrificação dos veículos comerciais vai acontecer. A discussão agora é: quem será capaz de liderar essa transição com competitividade, presença global e capacidade real de entrega. E, nesse cenário, a BYD aparece de forma muito clara como uma das empresas mais bem posicionadas para ocupar esse espaço.
Quem olha com atenção para esse movimento entende rapidamente o que está em jogo. Em uma indústria tão intensiva em capital, tecnologia e escala, é preciso ter capacidade de produzir, de ganhar mercado, de reduzir barreiras de adoção e de transformar inovação em presença concreta. O relatório deixa evidente que muitos fabricantes tradicionais ainda seguem presos a uma lógica conservadora, enquanto novos competidores avançam com outra mentalidade: a de escala, velocidade e posicionamento.
É justamente nesse ambiente que a BYD se diferencia.

Na América Latina, essa liderança já pode ser medida. O estudo traz um dado que fala por si: entre 2018 e 2024, aproximadamente 85% de todos os ônibus elétricos implantados na região foram fornecidos por fabricantes chineses. E a BYD, sozinha, responde por cerca de 43,7% de toda essa frota. Estamos falando de uma liderança expressiva, construída com consistência e capacidade de execução. A BYD ocupou espaço, entregou tecnologia e ajudou a consolidar um novo padrão de mobilidade na região.
Esse ponto é decisivo porque revela a competência da Companhia para liderar um mercado em formação. A América Latina virou um case de competitividade para a eletromobilidade, e a BYD mostrou que sabe operar nesse ambiente com força industrial e visão estratégica.
No plano global, o raciocínio é o mesmo. O relatório mostra que a competição está se intensificando também na Europa, com fabricantes chineses avançando com vantagens importantes de custo e escala. A BYD, inclusive, é citada entre as empresas que já estão expandindo sua capacidade produtiva de veículos pesados no continente, com a abertura de uma planta na Hungria. No Brasil, esse movimento dialoga com uma trajetória industrial construída há mais tempo: a operação de Campinas, inaugurada em 2015, foi o ponto de partida da produção local, com capacidade de mais de 3.000 chassis por ano.
Isso mostra uma Companhia que entende que liderança global constrói território, ampliando capacidade industrial e se aproximando dos mercados onde a disputa será mais dura.
Em mercados como esse, a escala deixa de ser uma consequência do sucesso e passa a ser a própria condição para liderar. Quem ganha volume ganha competitividade. Quem ganha competitividade, amplia mercado. Quem amplia mercado consolida posição. É uma lógica dura, mas muito clara. E ela favorece quem entendeu cedo que eletrificação não é nicho, não é peça de reputação e nem projeto lateral. É estratégia central de crescimento.
O estudo traz um recado importante para a indústria global: o protagonismo no novo ciclo da mobilidade será conquistado. Será de quem tiver escala, ambição e capacidade de execução. A BYD aparece nesse cenário não como coadjuvante de uma transição conduzida por outros, mas como uma das protagonistas que já estão moldando esse novo mercado, tanto globalmente quanto na América Latina.
E isso é um sinal do tempo. Porque, em uma indústria que mudou de patamar, lidera quem tem coragem de acelerar quando os demais ainda estão calculando o risco.

Diretor de Veículos Comerciais e Solar da BYD no Brasil