Ônibus elétricos da BYD. Foto: Divulgação/BYD
A frota de ônibus elétricos na América Latina e Caribe chegou a 9.115 veículos em 2025, crescimento de 40% em relação ao ano anterior e mais de dez vezes superior ao volume registrado em 2017. O levantamento é do ICCT, o Conselho Internacional de Transporte Limpo.
O Brasil aparece como o terceiro maior mercado regional, com 16% da frota total, atrás do Chile, que concentra 47%, e da Colômbia, com 17%. O México ocupa a quarta posição, com 12% dos veículos elétricos em operação.
Entre as cidades, São Paulo foi um dos destaques do levantamento. A capital paulista saltou de 460 ônibus elétricos em 2024 para 1.095 unidades em 2025, mais do que dobrando sua frota em um ano. Com isso, a cidade consolidou-se não apenas no Brasil, mas entre todo o continente entre os principais polos de eletrificação do transporte público na região.
Já Santiago, no Chile, lidera o ranking latino-americano, com 3.849 ônibus elétricos, avanço de cerca de 55% sobre o ano anterior. Bogotá aparece em seguida, com 1.486 veículos, enquanto a Cidade do México soma 773 unidades. Quito, no Equador, registra 145 ônibus elétricos.
Mercado segue concentrado em poucas fabricantes
O estudo também aponta que a expansão da eletromobilidade no transporte coletivo continua concentrada em poucos fabricantes, com forte presença de empresas chinesas.
A chinesa BYD lidera o mercado regional, com 2.961 ônibus elétricos em circulação, equivalente a 32% da frota latino-americana. Na sequência aparecem Foton, com 1.492 unidades, e Yutong, com 1.417 veículos.
O levantamento também destaca a brasileira Eletra, que soma 894 ônibus elétricos, com atuação concentrada principalmente no mercado nacional.
Segundo o ICCT, os ônibus elétricos de 12 a 15 metros representam 68% da frota regional, consolidando-se como o principal padrão adotado pelas operadoras de transporte público.
Redução de emissões em até 85% no Brasil
Além do avanço em volume, o estudo aponta ganhos ambientais relevantes. De acordo com o ICCT, os ônibus elétricos a bateria podem reduzir em até 85% as emissões de gases de efeito estufa no Brasil, na comparação com modelos movidos a diesel.
Na análise de redução de emissões, o índice brasileiro é o maior entre os países analisados e supera os registrados na Colômbia (77%), Chile (70%) e México (66%). Segundo o estudo, o resultado está diretamente ligado à matriz elétrica brasileira, que possui maior participação de fontes renováveis.
A pesquisa também mostra que os trólebus seguem relevantes em alguns mercados, especialmente no México e no Brasil, onde representam 55% e 23% das respectivas frotas elétricas.

Jornalista graduada pela UNIP desde 2023. Atuou como repórter em veículos de comunicação na região de Campinas com experiência em impresso, digital e TV. Acompanha o mercado de veículos elétricos para o Canal VE.