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SPTrans ganha frota elétrica para fiscalizar o transporte público

Elétricos são do modelo GWM Ora 03 Skin. Foto: Renato Pinheiro/Prefeitura de SP

A cidade de São Paulo começou a trocar o combustível pela energia elétrica na rotina de fiscalização do transporte público. A SPTrans passou a operar com uma nova leva de veículos elétricos — GWM Ora 03 Skin —, usados no dia a dia de quem monitora ônibus, corredores e terminais espalhados pela capital.

Ao todo, 92 veículos elétricos — e outros 36 a combustão — substituem a frota anterior, usada tanto em operações de rua quanto em atividades administrativas. Os novos veículos foram apresentados em 9 de abril de 2026, no Vale do Anhangabaú.

Na prática, a mudança tira carros a combustão de circulação e coloca modelos movidos a bateria no trabalho de campo. Cada veículo elétrico deve evitar o consumo de cerca de 4,6 mil litros de etanol por ano, além de reduzir as emissões de gases poluentes. A conta ambiental inclui uma queda de aproximadamente 7 toneladas de dióxido de carbono por veículo, o equivalente ao plantio de dezenas de árvores.

 

Fiscalização no dia a dia

Os veículos são parte da engrenagem que mantém o sistema funcionando. Eles circulam por todas as regiões da cidade atendendo ocorrências, fiscalizando linhas e acompanhando a operação dos ônibus – inclusive em grandes eventos.

Também entram na rotina de controle de transporte escolar, fretados, táxis e carros por aplicativo. Em áreas de grande circulação, como os terminais Tietê, Jabaquara e Barra Funda e o Aeroporto de Congonhas, os agentes atuam para coibir o transporte irregular de passageiros.

A nova frota deve reforçar esse trabalho em uma rede que movimenta mais de 7 milhões de passageiros por dia e inclui corredores, faixas exclusivas e dezenas de terminais.

Veículos já estão em operação. Foto: Renato Pinheiro/Prefeitura de SP

Economia e tecnologia

Além do impacto ambiental, a troca tem efeito direto no custo da operação. A expectativa é de economia relevante com combustível e manutenção ao longo do tempo, com os veículos mais modernos.

Os carros também chegam equipados com sistemas de rastreamento, permitindo monitoramento em tempo real. Isso dá às equipes de controle uma visão contínua dos deslocamentos e ajuda a ajustar rotas, responder a ocorrências e organizar melhor o trabalho em campo.

O diretor-presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, destacou os benefícios da nova frota elétrica. “Nós saímos do combustível do passado e vamos para o combustível do futuro. Segundo ponto: a economicidade. Para aqueles que não sabem, ainda que o veículo seja 0 km, muito mais tecnológico, muito mais confortável para o operador, ele tem a possibilidade de render uma economia de quase R$ 1 milhão por ano só com a troca da nossa frota.”

 

Pacote maior

A renovação não se limita aos modelos elétricos. O pacote inclui carros de passeio, picapes, vans, caminhões e motocicletas já em uso que ajudam a dar mais agilidade ao atendimento nas ruas.

A iniciativa se soma a outras frentes de eletrificação na cidade, como a ampliação da frota de ônibus elétricos e o uso de energia limpa na coleta de resíduos, indicando uma mudança gradual na matriz de transporte urbano da capital paulista.

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