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Quanto eu gastei carregando carro elétrico em casa por 1 ano?

BYD Dolphin Mini durante recarga em casa

Carregar o carro elétrico em casa garante maior economia para o usuário. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.

“Quanto custa carregar um carro elétrico em casa?” Essa é uma pergunta muito comum em conversas entre pessoas interessadas na eletrificação e um proprietário de carro elétrico. Como usuário, já ouvi inúmeras vezes esse questionamento. E decidi abrir as minhas contas para mostrar, na prática, como é a rotina com um carro elétrico na garagem — e como economizei o equivalente a R$ 6 mil em um ano com as recargas em casa, no Interior de São Paulo.

Meu sistema de recarga tem um medidor de consumo integrado. Ele registra exatamente quanta energia elétrica é consumida exclusivamente para recarregar o carro. Segundo o registro, ao longo de 12 meses, esse consumo totalizou 2.042 kWh.

Considerando o valor mais alto que paguei pelo kWh nesse período, R$ 0,98, o gasto total para rodar com o carro elétrico durante um ano inteiro foi de aproximadamente R$ 2.001. Sim, pouco mais de R$ 2 mil em 12 meses.

Quantos quilômetros eu rodei em um ano?

Aqui vale fazer a ressalva que uso meu sistema para carregar prioritariamente o meu próprio carro, um BYD Dolphin Mini, mas também os carros elétricos e híbridos plug-in que testo para fazer as avaliações para as plataformas digitais do Canal VE.

O BYD Dolphin Mini tem consumo médio de cerca de 11 kWh a cada 100 km. Com base nisso, os 2.042 kWh consumidos indicam que rodei aproximadamente 18 mil quilômetros ao longo do ano, já considerando perdas normais no processo de recarga.

Ou seja, um uso bastante compatível com a média anual de um motorista urbano, incluindo deslocamentos diários, viagens curtas e alguns trajetos rodoviários.

Detalhe do medidor de consumo no quadro de proteção
Medidor de consumo integrado no quadro de proteção. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.

Quanto eu teria gasto com gasolina?

Para fazer uma comparação justa, usei como referência um carro a combustão popular eficiente, como Renault Kwid ou Volkswagen Polo 1.0, com média de 13 a 14 km por litro.

Em 2025, o preço médio da gasolina no Brasil ficou próximo de R$ 6,24 por litro, de acordo com a ANP. Com esses parâmetros, rodar os mesmos 18 mil quilômetros teria custado entre R$ 8 mil e R$ 8,6 mil em combustível.

Na prática, economizei algo entre R$ 6 mil e R$ 6,5 mil em apenas um ano, considerando exclusivamente o gasto com energia para rodar com o carro.

Visão lateral de BYD Dolphin Mini branco estacionado em rua
BYD Dolphin Mini é o carro 100% elétrico mais vendido do Brasil. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.

Quanto custa rodar 100 km?

Transformando essa conta em algo ainda mais simples: Um carro elétrico gasta cerca de R$ 11 para rodar 100 quilômetros. Já um carro a combustão gasta entre R$ 45 e R$ 48 para percorrer a mesma distância.

Ou seja, rodar com carro elétrico sai até quatro vezes mais barato do que com gasolina, no meu cenário de uso.

Quando se dilui essa diferença ao longo dos meses, a economia fica na casa dos R$ 500 por mês. Uma economia que o bolso agradece. As contas só não ficam melhores porque a casa não tem — ainda — um sistema de geração de energia fotovoltaica.

E isso sem considerar que carros elétricos também têm manutenção mais barata, por não possuírem componentes como câmbio tradicional, embreagem, escapamento, correias e sistema de exaustão, entre outros.

Detalhe da conexão do carregador no Dolphin Mini
O custo operacional é uma das maiores vantagens do carro elétrico. Foto: Rubens Morelli/Canal VE.

E quando precisa recarregar fora de casa?

No meu caso, a maior parte das recargas acontece em casa, onde o custo do kWh é bem menor. Mesmo assim, eventualmente utilizo eletropostos públicos — e, ainda assim, o custo por quilômetro rodado segue inferior ao da gasolina.

Mesmo sem depender exclusivamente da recarga residencial, o carro elétrico continua sendo financeiramente vantajoso no uso cotidiano. O custo operacional é uma das maiores vantagens do carro elétrico na comparação com o carro a combustão.

Mais do que uma escolha ambiental, a mobilidade elétrica também é uma decisão econômica — especialmente para quem consegue carregar o carro em casa.

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