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Empresas avançam em testes com micro-ônibus híbrido

Empresas colaboram para o projeto em diferentes testes. Foto: Divulgação / Marcopolo

Marcopolo, Sertran Transportes e bp bioenergy avançaram na demonstração do Volare Attack 10, micro-ônibus híbrido que usa o etanol como gerador de energia. O veículo promete 650 km de autonomia e menos emissões.

O projeto-piloto será conduzido em uma das usinas da bp bioenergy, com operações definidas em conjunto com a Sertran. O setor de engenharia da Marcopolo acompanhará a operação, para avaliar o desempenho e realizar eventuais ajustes técnicos.

O micro-ônibus ainda tem um motor elétrico da WEG e um motor a combustão 1.0 turbo da Horse Powertrain.  

“Este projeto representa um avanço concreto na adoção de novas tecnologias e na ampliação do uso de energia renovável na mobilidade. Ele reforça o compromisso da Marcopolo em liderar a transição energética do transporte brasileiro, contribuindo para a redução de emissões e para um futuro mais sustentável”, destaca Ricardo Portolan, diretor de operações comerciais, mercado interno e marketing da Marcopolo.

 

Etanol como gerador de energia

O veículo utiliza um sistema de autonomia estendida, que basicamente gera energia elétrica com a queima do etanol, mas a tração do micro-ônibus se dá totalmente com eletricidade. Um processo similar ao que acontece em outro veículo presente no Brasil, o Leapmotor C10, SUV chamado de “ultra-híbrido”, por usar combustíveis apenas para aumentar a autonomia.

“Esse projeto evidencia o potencial da bioenergia brasileira e o papel dos biocombustíveis na transição energética, contribuindo não apenas para a operação, mas também para o amadurecimento desse tipo de solução no setor”, comenta André Monteiro, diretor de supply chain e operações administrativas da bp bioenergy.

 

Características do micro-ônibus

No Volare Attack 10, uma bateria de alta tensão, com até 120 kWh, alimenta o motor elétrico responsável pela tração. A reposição de energia é realizada por um motor a combustão, alimentado com etanol, que não tem ligação mecânica às rodas. Esse sistema permite que o modelo alcance autonomia de 500 a 650 km sem necessidade de infraestrutura de recarga, segundo as empresas.

“Aderimos ao projeto pela forte sinergia operacional e ambiental, especialmente pelo uso de um combustível produzido pelo próprio cliente, e para sermos pioneiros na adoção desta solução”, explica Mauro Picinato, CEO da Sertran.

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