Desembarque de veículos da BYD no Portocel, em Aracruz (ES), no final de fevereiro de 2025. Foto: Divulgação/BYD.
A BYD elevou sua meta de vendas internacionais e agora projeta comercializar cerca de 1,5 milhão de veículos fora da China em 2026. O novo número representa um aumento de aproximadamente 15% em relação à meta anterior, de 1,3 milhão de unidades, segundo reportagem da Bloomberg.
O movimento reforça a estratégia da montadora de acelerar sua expansão global em um momento de maior pressão no mercado chinês, marcado pelo aumento da concorrência e redução de margens. Nesse cenário, a expansão internacional passa a ser peça-chave para sustentar o crescimento da empresa nos próximos anos.

Expansão fora da China ganha prioridade
A nova meta indica uma mudança relevante na estratégia da BYD, que busca equilibrar sua operação entre o mercado doméstico e o exterior. A expectativa da companhia é que uma parcela cada vez maior das vendas venha de fora da China, com avanço em regiões como Europa, América Latina e Sudeste Asiático.
Para viabilizar esse crescimento, a montadora tem acelerado investimentos em produção local. Entre os principais projetos está a fábrica em operação no Brasil, além de unidades previstas na Hungria e na Indonésia.
A aposta no exterior ocorre em meio a um cenário mais competitivo na China, onde a disputa entre montadoras tem pressionado preços e margens. De acordo com a Bloomberg, esse ambiente tem levado fabricantes como a BYD a buscar novos mercados para sustentar o crescimento.
Nesse contexto, a expansão internacional deixa de ser apenas uma oportunidade e passa a ser estratégica para manter o ritmo de avanço da companhia.
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Brasil ganha relevância no plano da empresa
O aumento das projeções globais da BYD reforça o papel do Brasil dentro desse movimento. O país tem sido um dos focos da montadora, tanto pelo potencial de crescimento quanto pela estratégia de produção local, que deve ampliar a competitividade dos modelos no médio prazo.
Nos últimos meses, a empresa intensificou sua atuação no mercado brasileiro, com aumento das vendas, chegada de novos lotes de veículos e ampliação do portfólio de modelos eletrificados.


Jornalista graduado pela PUC-Campinas. Atuou como repórter, redator e editor em veículos de comunicação de grande circulação, como Grupo Folha, Grupo RAC e emissoras de TV e rádio. Acompanha o setor de veículos elétricos e outras energias renováveis para o desenvolvimento sustentável.