BYD desenvolve baterias LFP, como a Blade, há mais de 20 anos. Foto: Divulgação/BYD.
A BYD anunciou a expansão de suas operações de montagem de baterias no Brasil como parte da estratégia para aumentar a nacionalização dos veículos produzidos no país. A iniciativa integra o plano da companhia de alcançar 50% de conteúdo local em sua cadeia produtiva até o início de 2027.
O projeto contempla a montagem de células de baterias em módulos e packs para veículos elétricos fabricados na unidade de Camaçari, na Bahia. A produção das células continuará sendo realizada na China, enquanto as etapas finais de integração serão executadas em território brasileiro.
A ampliação ocorre em um momento de transição da operação industrial da montadora no país. Desde o início das atividades na fábrica baiana, o modelo Dolphin Mini vem sendo produzido por meio do sistema SKD (Semi Knocked-Down), no qual conjuntos parcialmente montados são importados para a finalização local. A empresa informou que pretende incorporar processos como soldagem, pintura e estampagem a partir do segundo semestre de 2026.
Meta é atingir 50% de conteúdo nacional
Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, a expansão da produção local faz parte do objetivo de consolidar a fabricante como uma empresa com forte presença industrial no mercado brasileiro. A montagem de baterias passa a integrar esse processo de nacionalização dos principais componentes dos veículos.
O investimento faz parte do plano de R$ 5,5 bilhões destinado à implantação e expansão do complexo industrial de Camaçari. Paralelamente, a companhia prevê aportar entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões na ampliação da linha de produção de baterias para ônibus em Manaus.
Investimentos em armazenamento de energia
Além do segmento automotivo, a BYD também estuda a instalação de uma linha de produção de sistemas estacionários de armazenamento de energia em baterias (BESS) no Brasil. A empresa avalia a possibilidade de utilizar a estrutura existente em Manaus ou implantar uma nova unidade industrial para atender a esse mercado.
De acordo com a fabricante, o projeto de produção de sistemas BESS poderá receber investimentos estimados em R$ 500 milhões. A definição sobre a localização da futura operação ainda não foi anunciada.

Jornalista formado na PUC Campinas. Atuou na Futpress, TV Século 21 e ENM. Possui experiência em podcast, televisão, rádio, notícias e assessoria de imprensa.