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O avanço da mobilidade elétrica no país tem ampliado a demanda por infraestrutura energética capaz de suportar a expansão da frota de veículos eletrificados, e a corrida por espaço nesse mercado está apenas começando. A expansão dos carregadores rápidos, dos hubs de abastecimento e dos corredores elétricos revelou um gargalo silencioso: sem uma arquitetura energética robusta por trás, o crescimento do setor tem prazo de validade.
Levantamento da Tupi Mobilidade e da ABVE indica que o Brasil alcançou 25.455 pontos públicos e semi públicos de recarga em maio de 2026, crescimento de 20,9% em relação a fevereiro. Os carregadores rápidos em corrente contínua (DC) somam 8.606 unidades e já representam 33,8% da infraestrutura nacional de recarga.
Pressão sobre a infraestrutura elétrica
A ampliação da mobilidade elétrica tem impactado diretamente o planejamento energético, especialmente em áreas de alta demanda como a região metropolitana de São Paulo.
A instalação de carregadores rápidos e hubs de recarga exige maior disponibilidade de potência, além de maior previsibilidade e capacidade de resposta a picos de consumo.
Nesse cenário, sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) passam a integrar projetos de infraestrutura de recarga como solução de apoio à rede elétrica. A tecnologia permite armazenar energia em períodos de menor demanda e disponibilizá-la em horários de pico, contribuindo para estabilidade operacional e gestão de carga.
Aplicações em eletropostos no Brasil
A SecPower atua em projetos de armazenamento aplicados à mobilidade elétrica. Três unidades de recarga em São Paulo já operam com sistemas BESS, inicialmente com 100 kW e 215 kWh por unidade, posteriormente ampliados para 200 kW e 430 kWh. Capacidade que dobrou. Resultado: operação mais estável, maior previsibilidade de demanda e crescimento sem depender exclusivamente da rede concessionária.
Para a CEO da SecPower, Gabriella Reigada, o setor precisa mudar a forma como enxerga a infraestrutura de recarga:
“A mobilidade elétrica não será destravada apenas pela instalação de mais carregadores. O carregador é a ponta visível, mas por trás dele precisa existir uma arquitetura energética capaz de garantir potência, estabilidade, gestão de demanda e continuidade operacional. O BESS entra justamente nesse ponto: como solução estratégica para que eletropostos, hubs e operações críticas consigam crescer com confiabilidade.”
A executiva também destaca a ampliação do papel da infraestrutura energética no setor:
“O avanço da mobilidade elétrica exige uma visão mais completa sobre energia. O carregador é a parte mais visível da operação, mas por trás dele existe uma arquitetura que precisa garantir potência, estabilidade, segurança e disponibilidade. É nesse ponto que o armazenamento passa a ser decisivo”, complementa Gabriella.
BESST MAX é destaque na Eletrocar Show 2026
A SecPower apresentou o BESST MAX durante a Eletrocar Show 2026, realizada entre os dias 22 e 25 de junho, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento integra a agenda da Future Mobility e da Eletrocar Show, reunindo empresas e especialistas dos segmentos de veículos elétricos, híbridos, infraestrutura de recarga e tecnologias voltadas à transição energética.

Durante a feira, a solução foi apresentada ao mercado como uma alternativa para infraestrutura de recarga, controle de demanda energética e suporte a operações críticas, reforçando o papel do armazenamento de energia na evolução da mobilidade elétrica.

Jornalista formado na PUC Campinas. Atuou na Futpress, TV Século 21 e ENM. Possui experiência em podcast, televisão, rádio, notícias e assessoria de imprensa.