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Porto Alegre estreia recarga rápida em vias públicas

Outras cinco estações devem ser implementadas ao longo do período de teste. Foto: Pedro Piegas/PMPA

Porto Alegre passa a contar com carregamento rápido para veículos elétricos em vias públicas, em um projeto-piloto que coloca a cidade entre as primeiras do país a testar esse modelo em ambiente urbano aberto. A iniciativa começa com três estações já em operação – na Praça da Encol, no Parque Germânia e na avenida 24 de Outubro – e prevê a ampliação para até oito pontos, com equipamentos de 40 kW e tempo médio de recarga de cerca de 40 minutos, dependendo do veículo.

A estrutura funciona 24 horas, conforme a disponibilidade dos locais, e adota cobrança por consumo, com tarifas de R$ 1,99/kWh entre 6h e 22h e R$ 1,79/kWh durante a madrugada. Também há planos mensais baseados na quilometragem contratada.

O projeto foi apresentado durante a participação de Eduardo Costa, CEO da Esquina do Futuro no podcast Conexão VE, onde também foi abordado como as empresas estão transformando a experiência de usuários em eletropostos.

 

Iniciativa conjunta e fase de testes

O projeto integra o Living Lab POA e é resultado de uma parceria entre a prefeitura, por meio de diferentes secretarias, e do Gabinete de Inovação, a empresa Esquina do Futuro e a CEEE Equatorial. A proposta é usar a cidade como laboratório para testar, em condições reais, a viabilidade técnica e operacional da recarga pública.

Na fase inicial, além dos três pontos já ativos, outras cinco estações devem ser implementadas ao longo do período de testes, que terá duração de um ano. Durante esse tempo, serão monitorados indicadores como frequência de uso, desempenho e impactos ambientais, servindo de base para futuras decisões sobre expansão da rede.

“Ao instalar pontos em locais públicos, Porto Alegre dá um importante recado de que está comprometida com o futuro e com uma transição energética para mitigar a emissão de gases poluentes. Os veículos elétricos representam o futuro da mobilidade, com mais economia e menos poluição, seja ambiental ou sonora”, afirmou o prefeito Sebastião Melo (MDB).

 

Infraestrutura e tecnologia embarcada

Os eletropostos utilizam carregadores rápidos compatíveis com a rede urbana de baixa tensão e foram projetados para oferecer segurança e praticidade. Entre os recursos disponíveis estão monitoramento inteligente, câmeras com inteligência artificial, iluminação por sensor de presença e conectividade para gestão remota dos equipamentos.

As estações também contam com Wi-Fi gratuito e sistemas de proteção contra danos civis e elétricos, além de uma taxa de disponibilidade projetada acima de 99%, reduzindo o risco de indisponibilidade para os usuários.

Para o secretário municipal de Inovação, Luiz Carlos Pinto, a iniciativa reforça o papel da cidade como ambiente de experimentação. “Com o Living Lab POA, transformamos a cidade em um ambiente real de experimentação, onde conseguimos testar soluções inovadoras diretamente no dia a dia das pessoas. Os eletropostos são um exemplo concreto de como a inovação pode qualificar o espaço urbano”, destacou.

 

Avanço na eletromobilidade

A implementação da recarga rápida em espaços públicos é vista como um passo importante para ampliar a adoção de veículos elétricos e reduzir emissões no transporte urbano, atualmente uma das principais fontes de poluição nas cidades.

“Este projeto-piloto nos permite avaliar, em ambiente real, a viabilidade técnica e operacional dos eletropostos em vias públicas, além de compreender como essa infraestrutura se integra à dinâmica urbana e às necessidades da população”, afirmou o secretário de Mobilidade Urbana, Adão de Castro Júnior.

Já o CEO da Esquina do Futuro, Eduardo Costa, destaca o caráter pioneiro da iniciativa. “Esta parceria com a prefeitura demonstra que Porto Alegre está pronta para abraçar tecnologias inovadoras e servir de referência para o Brasil. Com a inauguração dessas POCs, a cidade se torna pioneira no país ao oferecer carregamento rápido em espaço público, aproximando essa tecnologia da rotina das pessoas”, disse.

Com a coleta de dados ao longo do projeto, a expectativa é orientar políticas públicas e novos investimentos em infraestrutura, consolidando a eletromobilidade como alternativa viável no cenário urbano brasileiro.

 

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