Motos elétricas da Vammo evitam emissão de 20 mil toneladas de CO2

Motos elétricas da Vammo evitam emissão de 20 mil toneladas de CO2
Modelo elétrico utilizado na operação da Vammo em São Paulo. Foto: Divulgação/Vammo.

A eletrificação das motocicletas avança no Brasil, embora ainda represente uma parcela pequena do mercado de duas rodas. 

Entre janeiro e agosto de 2026, foram emplacadas 11.587 motocicletas elétricas no país, alta de 85% em relação às 6.261 unidades registradas no mesmo período de 2025, segundo dados da Fenabrave.

Apesar do crescimento, os modelos elétricos responderam por apenas 0,73% dos emplacamentos de veículos de duas rodas no período, indicando que a tecnologia ainda ocupa uma participação reduzida no mercado brasileiro.

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Nesse cenário, empresas do setor têm investido em diferentes modelos de recarga e substituição de baterias. 

A Vammo, que opera com motocicletas elétricas em São Paulo e na região metropolitana, utiliza o sistema de battery swap, que permite trocar uma bateria descarregada por outra carregada em poucos minutos.

Segundo a empresa, sua rede conta atualmente com cerca de 600 pontos para substituição de baterias. 

O modelo busca reduzir o tempo de parada para recarga, especialmente em operações nas quais as motocicletas circulam durante várias horas por dia, como serviços de entrega.

De acordo com dados divulgados pela companhia, as motocicletas que utilizam sua estrutura já percorreram mais de 269 milhões de quilômetros. 

A companhia estima que a operação tenha evitado a emissão de mais de 20 mil toneladas de CO₂ (dióxido de carbono), volume que, segundo seus cálculos, corresponderia às emissões associadas à queima de aproximadamente 9 milhões de litros de gasolina.

A estimativa foi calculada pela empresa com base em parâmetros do Inventário de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores.

Infraestrutura acompanha expansão das motos elétricas

O avanço dos emplacamentos aumenta também a discussão sobre a infraestrutura necessária para atender às motocicletas elétricas. 

Diferentemente dos modelos convencionais de recarga, o battery swap permite substituir fisicamente a bateria, evitando que o veículo permaneça parado enquanto o equipamento é carregado.

Além das emissões de CO₂, a eletrificação das motocicletas pode reduzir emissões locais de poluentes provenientes da combustão, e o ruído gerado pelos motores. 

O impacto ambiental total, porém, também depende de fatores como a origem da eletricidade utilizada na recarga, a fabricação das baterias, sua vida útil e a destinação ao fim do ciclo de uso.

Valentina Sclauser
Valentina Sclauser

Estudante de Jornalismo na PUC-Campinas, com experiência como redatora e produtora na Rádio Brasil Campinas. Atua na criação de conteúdos jornalísticos, com ênfase em produção de texto e gravação de vídeos.