A fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, completa um ano de operação com a finalização das obras civis e dos testes operacionais avançados nos galpões de soldagem e pintura. Mais de 1.100 novos profissionais estão em treinamento para atuar nessas unidades.
O complexo também avança na etapa de construção do galpão de estamparia. Com isso, a marca se aproxima da estrutura fabril necessária para ter a produção nacionalizada, meta da companhia no país para o início de 2027.
“O mercado tradicional dizia que a BYD no Brasil seria apenas uma montadora de peças importadas e que a eletrificação demoraria décadas para virar realidade em escala nacional. Estavam completamente enganados. Em apenas um ano de Camaçari, não só colocamos mais de 130 mil carros nas ruas e geramos mais de 9 mil empregos diretos, como já estamos em ritmo avançado de testes nos galpões de soldagem e pintura, com equipes 100% dedicadas já sendo treinadas para garantir a plena operação dessas estruturas”, destaca o vice-presidente sênior da BYD do Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto do Brasil, Alexandre Baldy.

Geração local de empregos
O crescimento da fábrica tem impacto direto e transformador na economia da região: a empresa já é o segundo maior empregador do setor industrial do estado. Do total de 9 mil funcionários diretos já atualmente no complexo, 90% são baianos e a maioria é de Camaçari, de acordo com a BYD.
A planta planeja, ainda em 2026, iniciar o terceiro turno de produção. Com isso, a projeção da montadora é ter, em plena operação, cerca de 20 mil funcionários diretos e indiretos.
Ao longo deste primeiro ano, foram necessários apenas 60 dias para que a BYD alcançasse seus primeiros mil colaboradores diretos, um número que triplicou seis meses depois, chegando a 3 mil profissionais. Com 250 dias de operação, o complexo já reunia 5,5 mil trabalhadores – até chegar, agora no aniversário de um ano, à marca de 9 mil postos de trabalho gerados.

Modelos e capacidade de produção
A fábrica da BYD na Bahia tem capacidade atual para produzir 150 mil veículos por ano, volume que deverá chegar a 300 mil. A unidade fabrica os modelos Dolphin Mini, King, Song Pro e Atto 2. Durante a inauguração do complexo, o CEO global da empresa, Wang Chuanfu, estabeleceu a meta de longo prazo de atingir 600 mil unidades anuais. A expansão busca atender à demanda do mercado brasileiro e ampliar o potencial de exportação da produção nacional.
