A GWM realizou o primeiro transporte de carga em um caminhão a hidrogênio da América Latina. O veículo carregou 4 unidades do Tank 300 TerraForce, partindo do Laboratório de Hidrogênio do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, na Cidade Universitária da USP, com destino ao Autódromo de Interlagos – um trajeto de cerca de 25 km.
A viagem foi a primeira demonstração real do caminhão em situação de tráfego no Brasil. Os carros transportados serão apresentados durante o Festival Interlagos, que ocorre de 27 a 30 de agosto.
“Estamos falando de uma tecnologia que une o melhor dos dois mundos: a robustez e confiabilidade de um caminhão elétrico e a autonomia proporcionada pelo hidrogênio verde com um processo de abastecimento rápido e zero emissão do tanque à roda”, destaca Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen Brasil.

Características do caminhão
O caminhão a hidrogênio é elétrico e movido por célula a combustível (FCEV). O sistema utiliza o hidrogênio armazenado o oxigênio do ar para gerar eletricidade, que traciona o motor. De acordo com a GWM, a única emissão no escapamento nesse processo é vapor d’água (H2O).
O modelo é equipado com bateria de 105 kWh e um conjunto de cilindros de fibra de carbono capaz de armazenar até 40 kg de gás hidrogênio, a uma pressão de até 350 bar. O caminhão também conta com sistema de recuperação de energia durante frenagens e desacelerações.
O veículo entrega até 544 cv, 2.700 Nm e uma autonomia na casa dos 500 km, segundo a marca. Além disso, possui peso bruto total de 49 toneladas e peso vazio de 10,8 toneladas.
A FTXT, subsidiária da GWM na China, é responsável pelo desenvolvimento de tecnologias de célula a combustível e componentes para aplicações que utilizam hidrogênio. Fora do país asiático – que já tem mais de 30 mil veículos com tecnologias semelhantes -, a companhia adota a marca GWM Hydrogen.

Parceria com o IPT
Vale destacar que o IPT atuou na viabilização da viagem feita pelo caminhão da GWM, além de realizar testes e estudos relacionados à segurança, desempenho e viabilidade da aplicação do hidrogênio em veículos pesados. A colaboração entre montadora e instituto está alinhada às diretrizes do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2), que incentiva o fortalecimento das bases tecnológicas e a cooperação entre os setores público e privado.
“O hidrogênio é mais do que um vetor energético, se trata de um vetor de desenvolvimento social, ambiental e tecnológico para o Brasil. Trabalhar ao lado do IPT, uma das principais instituições de pesquisa do país, é um passo decisivo para tornar o caminhão a hidrogênio uma realidade no mercado nacional”, completa Lopes.
