O Brasil ultrapassou a Rússia e se tornou o país que mais importa veículos da China. No primeiro semestre de 2026, U$ 5,35 bilhões (R$ 27,44 bilhões) foram investidos em carros elétricos e híbridos trazidos do país asiático.
Considerando os modelos plug-in (BEV e PHEV), o valor é de US$ 4,79 bilhões ((RS$ 24,57 bilhões). A informação foi previamente divulgada pelo Estadão, com dados da alfândega chinesa e do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC).
15% de todas as importações
Os veículos elétricos e híbridos representaram 15% de tudo que o Brasil trouxe da China no período analisado. Segundo o CEBC, a China é o país de origem de 88% dos VEs importados. Em sequência, aparecem Alemanha (3,1%), Japão (1,6%) e Estados Unidos (1,4%).
Para efeito de comparação, o valor total dos eletrificados importados da China (US$ 5,35 bilhões) é mais que o dobro do que foi gasto em importações gerais da França (US$ 2,6 bilhões).
Imposto de importação
O CEBC indica que o valor investido em eletrificados importados cresceu continuamente de março a junho. Em julho, esses modelos passaram a pagar 35% de imposto de importação.
No terceiro mês do ano, o valor foi de US$ 719,2 milhões (R$ 3,7 bilhões). Em abril, foi de US$ 764,4 milhões (R$ 3,92 bilhões). Em maio, foi de US$ 1,36 bilhão (R$ 6,98 bilhões) e, em junho, foi de US$ 1,86 bilhão (R$ 9,54 bilhões) – último mês antes do fim do benefício tributário.
Nesse cenário, montadoras chinesas que montarem seus veículos no regime CKD e SKD no Brasil podem ter uma vantagem fiscal, já que, para este tipo de carro, o governo renovou a isenção do imposto até o fim deste ano, com limite de US$ 463 milhões (R$ 2,38 bilhões).
