A Renault Geely do Brasil vai desenvolver no país uma nova tecnologia de propulsão híbrida, que será aplicada em uma versão eletrificada de um veículo produzido pela marca no Brasil. O lançamento está previsto para 2027.
Para viabilizar o projeto, a montadora teve aprovado um financiamento de R$ 181,8 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciado nesta quarta-feira (14).
Projeto no Paraná
A nova tecnologia está sendo desenvolvida nas instalações da empresa em São José dos Pinhais (PR). Segundo o BNDES, o projeto faz parte da estratégia da Renault de renovar seu portfólio nos próximos anos, com veículos mais avançados, eficientes e sustentáveis.
A nova tecnologia integra o ciclo de investimentos de R$ 5,8 bilhões da marca no Brasil entre 2025 e 2027. O desenvolvimento e a implementação do sistema híbrido foram confirmados pela montadora em setembro, durante um evento no Complexo Ayrton Senna, sede da Renault Geely do Brasil, no Paraná.
Aprovação de crédito
O financiamento foi aprovado dentro do Programa BNDES Mais Inovação, programa do banco voltado à digitalização, à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
“O desenvolvimento de novas tecnologias para veículos híbridos flex contribui para deixar o país bem-posicionado no processo de transição energética pelo qual passa o setor automotivo”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “A descarbonização e a industrialização verde são pilares estratégicos para construir um futuro mais sustentável e garantir qualidade de vida para as próximas gerações.”
Para Milton Trein, diretor financeiro da Renault Geely do Brasil, o projeto ajuda a aumentar a competitividade da marca. “A operação reforça a atratividade do Brasil para investimentos em inovação, ao viabilizar o desenvolvimento local de tecnologias estratégicas. O financiamento do BNDES contribui para acelerar a mobilização de recursos e competências de engenharia no país”, disse.
Ainda não há confirmação oficial sobre qual modelo vai receber a nova tecnologia.
Com informações da Agência BNDES de Notícias.
