A província chinesa de Hainan anunciou a proibição da venda de carros movidos a combustão interna a partir de 2030. A ilha é a primeira localidade do país asiático a adotar essa medida.
A meta do governo provincial é que 45% da frota seja composta por veículos de novas energias (NEVs) a partir de 2030. A partir desta data, a renovação tende a ocorrer de forma natural. Para viabilizar o crescimento de modelos eletrificados, Hainan pretende expandir a infraestrutura pública de recarga e chegar a uma média de 2,5 veículos por eletroposto.
Ilha reúne condições favoráveis à mobilidade elétrica
Por se tratar de uma província turística e relativamente pequena, com cerca de 33.920 km², Hainan possui condições que favorecem a mobilidade sustentável, uma vez que os deslocamentos observados são compatíveis com a autonomia de boa parte dos eletrificados. Além disso, o governo local implementa medidas para aumentar a autossuficiência energética da província para 54% até 2030, com base em energia nuclear e renováveis.
Setores públicos e privados
Com a medida, até 2030, todos os novos modelos de operação pública e social, incluindo veículos governamentais e de transporte de passageiros, devem ser eletrificados. No setor privado, as mesmas regras são válidas — com exceção de utilitários especializados.
Incentivos de gestão de tráfego, como prioridade de VEs em estacionamentos e de circulação, também estão sendo estudados pela província.