Indicata analisa a desvalorização dos carros elétricos no Brasil

Indicata analisa a desvalorização dos carros elétricos no Brasil
Lucio Mauro Groch, head comercial da Indicata. (Foto: Samuel Almeida/Canal Solar)

A desvalorização do carro elétrico depende de quando ele foi comprado. Essa foi a avaliação de Lucio Mauro Groch, head comercial da Indicata, durante o painel “O avanço dos veículos elétricos: até onde o Brasil pode chegar?”, realizado nesta segunda-feira (19) no Conecta Solar, congresso promovido pelo Canal Solar.

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Segundo ele, quem comprou um elétrico há cerca de quatro anos teve, de fato, uma perda maior de valor. Já quem comprou nos últimos 12 a 18 meses encontra um mercado de seminovos em que esses modelos são muito procurados.

“Depende do recorte”

O executivo explicou que as análises sobre o tema chegam a conclusões opostas, de “elétrico desvaloriza muito” a “é o carro mais procurado do mercado”, conforme o período observado. Quem comparou o preço de um elétrico de quatro anos atrás com o de hoje vê uma queda grande, puxada pelo aumento da concorrência e pela redução dos preços dos novos. 

“Pra quem comprou lá atrás, realmente teve sim um pênalti”, afirmou. Para quem comprou mais recentemente, segundo ele, a situação é outra: “Esse cliente já tem um valor de revenda muito interessante”.

A empresa diz acompanhar mais de 600 mil veículos à venda por dia no Brasil. Para o executivo, o país vive uma segunda fase da eletrificação, com retomada gradual dos impostos e estímulo à produção local, e segue o caminho de outros países em que a Indicata atua, onde a eletrificação foi “um caminho sem volta”.

O que os dados da Indicata mostram

Os levantamentos recentes da empresa vão na mesma linha. Em um estudo divulgado em março, a Indicata comparou o preço de tabela com o valor anunciado de modelos com um ano de uso e 12 mil km rodados. O BYD Dolphin Mini, elétrico mais vendido em 2025, desvalorizou 3,58%. O BYD Dolphin perdeu 14,81% e o BYD Yuan Pro, 8,68%. O GWM Ora 03 chegou a valorizar 3,72%. As maiores quedas, de até 21,23%, ficaram com modelos que tiveram cortes de preço no zero-quilômetro, como o BYD Seal.

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O giro de venda também é rápido. O relatório Market Watch Brasil, da Indicata, mede o Market Days Supply (MDS), o tempo que um carro fica anunciado até ser vendido. Em fevereiro, o BYD Dolphin teve o menor MDS do mercado de seminovos, de 17 dias, pelo quarto mês seguido, à frente do Dolphin Mini (18,4) e do Song Pro (27,2). Em um relatório anterior, hatches flex líderes de vendas entre usados, como Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Volkswagen Polo, apresentaram MDS entre 46,9 e 54,8 dias. 

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Pamela Cavalcante
Pamela Cavalcante

Jornalista e criadora de conteúdo, pós-graduada em Política e Relações Internacionais na FAAP. Atuo na produção de textos e conteúdos digitais.