As leis de direito à recarga em condomínios, já presentes em diversos estados do Brasil, ampliam a discussão entre moradores e síndicos a respeito da instalação de carregadores para carros elétricos nesses empreendimentos.
Nesse contexto, a Tegra, incorporadora do ramo de construção imobiliária, já conta com infraestrutura para recarga de veículos elétricos em projetos de condomínios. A iniciativa busca acompanhar o avanço da frota eletrificada e preparar imóveis para uma demanda que tende a crescer.
Entre os empreendimentos que já têm espaço para carregamento estão o East Side Méier, no Rio de Janeiro; o YPY Alto do Ipiranga e o Universo Tatuapé Esfera, em São Paulo; e o Vista Horizonte Norte Sul, em Campinas. Os projetos possuem tomadas destinadas à recarga de carros e bicicletas elétricas.
A presença de pontos de recarga permite que os moradores abasteçam os veículos enquanto estão estacionados, reduzindo a dependência de eletropostos. A preparação da estrutura desde a construção também pode evitar obras e adequações elétricas futuras conforme aumenta o número de veículos eletrificados no condomínio.
Estrutura pode ser ampliada conforme a demanda
A infraestrutura pode ser planejada para atender os moradores de forma gradual. Em sistemas individuais, o consumo de cada ponto pode ser medido separadamente, permitindo atribuir o custo da energia ao usuário responsável pela recarga.
A quantidade de pontos também pode ser ampliada conforme o número de moradores com veículos elétricos aumenta. A mesma estrutura pode atender bicicletas e outros meios de transporte eletrificados.
Recarga pode influenciar escolha do imóvel
A disponibilidade de recarga ainda não é um critério determinante para todos os compradores, mas pode ganhar importância com o avanço da eletrificação. Para quem já possui ou pretende adquirir um veículo elétrico, ter uma estação de recarga em casa pode pesar na escolha do imóvel.
A infraestrutura, porém, não garante valorização imobiliária por si só. Fatores como localização, preço, características do imóvel e custos de condomínio continuam sendo determinantes. A preparação para a mobilidade elétrica pode, no entanto, reduzir a necessidade de adaptações futuras e se tornar um diferencial à medida que a frota eletrificada cresce.
