A Região Metropolitana de Goiânia iniciou a operação de uma frota de 21 ônibus elétricos no sistema BRT, composta por 16 articulados e cinco biarticulados. Os veículos utilizam chassis Volvo BZRT e carrocerias Marcopolo Attivi Express.
Os biarticulados têm 28 metros de comprimento e capacidade para até 250 passageiros, enquanto os articulados medem 21 metros e transportam até 180 pessoas. Os modelos contam com dois motores elétricos de 200 kW, totalizando 400 kW de potência, além de baterias com capacidade de até 720 kWh.
Segundo a Volvo, trata-se da primeira frota de ônibus biarticulados totalmente elétricos em operação comercial regular no mundo.
Estrutura inclui eletroposto
A operação é apoiada pelo Eletroposto Oeste, instalado na garagem da Metrobus. A estrutura possui 23 carregadores de 240 kW e capacidade para atender até 46 ônibus simultaneamente.
Os veículos também oferecem ar-condicionado, entradas USB, iluminação em LED, equipamentos de acessibilidade e sistemas eletrônicos de assistência à condução.
Modelo financeiro prevê subsídio
O passageiro continua pagando tarifa de R$ 4,30, enquanto a tarifa de remuneração do sistema é de R$ 12,83. A diferença de R$ 8,53 é coberta com recursos públicos do Estado de Goiás e dos municípios participantes.
Segundo o governo estadual, o custo total da operação do transporte coletivo metropolitano pode superar R$ 1 bilhão em 2026. O valor refere-se ao funcionamento do sistema e não à aquisição da nova frota, cujo investimento não foi divulgado pelas fabricantes.
