Estabilidade e conforto talvez sejam os melhores adjetivos para definir a experiência de condução com o Geely EX2. O hatch elétrico de entrada da montadora chinesa no Brasil tem proposta urbana e ótima performance para o dia a dia.
A tração traseira, um diferencial entre carros do segmento, deixa a dirigibilidade mais estável e suave. Além disso, em rotinas cotidianas, os 116 cv de potência e os 150 Nm de torque oferecem desempenho adequado para deslocamentos em cidades ou em viagens de curta e média distância. No vídeo abaixo, analisamos todos os pontos fortes e fracos do carro.
Produção nacional confirmada
O Geely EX2 tem produção nacional confirmada no complexo industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR). A versão Max do modelo, testada no vídeo, parte de R$ 136.800, enquanto a versão Pro sai por R$ 123.800. A principal diferença entre as duas é o pacote ADAS, iluminação em LED no interior e visual externo – uma vez que a versão topo de linha tem teto preto e rodas de liga leve de 16 polegadas.

Bateria e autonomia
O EX2 traz uma bateria LFP de 39,4 kWh, que garante, segundo o Inmetro, 289 km de autonomia. Na prática, o condutor pode ultrapassar os 315 km com o carro em uso urbano.
A recarga em corrente contínua suporta até 70 kW, o suficiente para elevar a carga de 30% a 80% em 21 minutos, tempo ideal para a chamada “ pausa para um café”.
Há ainda a função Vehicle-to-load (V2L) que fornece energia para dispositivos externos.

Espaço interno e dimensões
Na avaliação, o espaço interno também chamou atenção. Por mais que o EX2 seja um hatch, o carro tem aspectos de SUV compacto, com 4.135 mm de comprimento, 1.805 mm de largura, 1.580 mm de altura, 2.650 mm de distância entre-eixos, 160 mm de vão livre do solo e porta-malas de 375 litros (1.320 com a fileira de trás rebatida). Há ainda um compartimento frontal adicional de 70 litros, e mais espaços no interior do carro para guardar objetos, como no console e abaixo dos bancos traseiros.

Desempenho
Seguindo a avaliação e a proposta urbana, o carro tem três modos de condução: Eco, Comfort e Sport. A velocidade máxima é limitada eletronicamente a 140 km/h e a aceleração de 0 a 100 não é esportiva (e nem precisa ser) – 10,2 segundos.
A suspensão dianteira Independente McPherson e a traseira Independente Multi-link cumprem bem o propósito de “aguentar o tranco” das vias do Brasil, que sabidamente não são das melhores.

Conectividade tem pontos fortes e fracos
A versão Max tem pacote ADAS. Na versão Pro, os recursos de assistência ao condutor são reduzidos. A multimídia de 14,6 polegadas viabiliza o controle de sistemas do EX2, entretanto, há dois pontos a melhorar: Não há sistema próprio de georreferenciamento (presente, por exemplo, no EX5) e a conectividade com Apple CarPlay e Android Auto só é possível usando um fio.
A direção elétrica do EX2 Max tem botões que indicam comandos para uso do piloto automático adaptativo e o painel de instrumentos de 8,8 polegadas, posicionado a frente do motorista, projeta imagens de outros carros e motos da via, ampliando o conforto na condução.
Outro fator curioso é que não há botão de ligar ou desligar, o carro já dá a partida automaticamente após reconhecer a chave e pode ser desligado parado pela central multimídia, ou simplesmente deixando o veículo e trancando-o pela chave.
Ainda no aspecto tecnológico, o carro permite ajustar a saída de som no interior do carro pela tela principal, trazendo o áudio para mais perto de onde os ocupantes preferirem.
No fim, o EX2 tem ótimos itens e características para quem pensa em entrar para a eletrificação.
