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Fever cria fundo de investimentos para expandir frota elétrica

FN1000 frente

Medida busca amplificar a mobilidade elétrica. Foto: Divulgação/Fever

A Fever estruturou um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) voltado ao financiamento de operações de locação de frotas corporativas de veículos elétricos. O Fleeter Auto FIDC começa com R$ 50 milhões na primeira rodada e tem como meta alcançar R$ 250 milhões em captação nos próximos ciclos. A estimativa é de que, neste primeiro momento, o fundo permita financiar cerca de 280 veículos elétricos, considerando como base o modelo Fever Nextem FN1000.

A operação é liderada pela Horizonte Investimentos, como gestora, com a Capitânia Investimentos atuando como cogestora e investidora âncora. A estrutura inclui ainda a participação da própria Fever Fleet como cotista subordinada, além de FIDD Group na administração, BTLaw na estruturação jurídica e Liberum como agência de rating.

“A estratégia de alavancagem da Fever Fleet a partir de um FIDC totalmente dedicado está fundamentada na necessidade permanente de fluxo de caixa que uma locadora possui. Em um ambiente de crédito restrito e custo elevado, ter um instrumento próprio de funding traz uma vantagem competitiva relevante”, afirma Nelson Füchter Filho, fundador da Fever.

 

Estrutura do fundo

O FIDC é baseado em três pilares: os veículos elétricos como ativos, os contratos de locação corporativos como lastro financeiro e a participação da Fever Fleet como cotista subordinada. O modelo transforma receitas desses contratos em ativos financeiros, criando uma fonte de financiamento voltada à expansão da frota.

“A cultura de possuir um bem vem sendo substituída pelo uso, especialmente no ambiente corporativo. Ao mesmo tempo, identificamos que os veículos elétricos são mais eficientes que os modelos a combustão. A criação do Fleeter Auto FIDC foi uma evolução natural dessa tese, combinando ativos reais com a transição energética”, analisa Gustavo Rodrigues, diretor de gestão da Horizonte Investimentos.

 

Mudança no modelo de frotas

A criação do fundo ocorre em um contexto de mudança na gestão de frotas corporativas, com empresas migrando da compra de veículos para modelos baseados em uso, transformando investimentos em despesas operacionais. Nesse cenário, a Fever criou, em 2024, a Fever Fleet, braço de locação e assinatura voltado à eletrificação de frotas.

Atualmente, a operação conta com cerca de 200 veículos locados e projeta alcançar 500 até o fim de 2026, impulsionada por contratos com empresas de logística, varejo e comércio eletrônico.

Com o FIDC, a empresa passa a atuar também no financiamento das operações, além de atividades como importação, homologação, distribuição e locação de veículos elétricos.

A companhia avalia ainda a possibilidade de avançar na nacionalização parcial da produção, condicionada ao aumento de escala da operação.

“Estamos satisfeitos com a estrutura desenvolvida, que deve viabilizar um crescimento sustentável da Fever Fleet em um mercado incipiente e com uma demanda importante”, projeta Christopher Smith, portfolio manager e sócio da Capitânia Investimentos

A expectativa é de que o fundo avance de forma gradual, acompanhando a expansão da demanda por eletrificação da logística urbana no país.

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