A Tesla pretende entregar as primeiras unidades do Cybercab a operadores de frotas até o fim de 2026. O anúncio foi feito durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre, quando executivos detalharam os próximos passos do projeto de transporte autônomo.
Desenvolvido para funcionar como robotáxi, o Cybercab não possui volante nem pedais de acelerador e freio. O veículo tem capacidade para dois passageiros e utiliza inteligência artificial e câmeras para realizar a condução.
Operação começa em Austin
A Tesla já realiza viagens pagas com robotáxis em Austin, no Texas. A operação reúne Cybercabs e veículos Model Y adaptados para condução autônoma.
A empresa também planeja expandir o serviço para Dallas em novembro de 2026. Outras cidades, como Houston, Miami, Orlando e Tampa, aparecem nos planos de expansão da plataforma Robotaxi.
Segundo a Tesla, sua rede de testes com condução autônoma acumulou quase 2 milhões de milhas até setembro, aproximadamente 3,2 milhões de quilômetros.

Executivos confirmam planos comerciais
Durante a teleconferência, o vice-presidente de Engenharia de Veículos, Lars Moravy, confirmou a expectativa de entregar os primeiros veículos a clientes ainda em 2026.
“Estamos tentando colocar os Cybercabs nas mãos dos clientes até o final deste ano, 2026. Começaremos pequenos, aprenderemos sobre a entrega, posse e gestão de frotas autônomas nas mãos dos clientes, e continuaremos a expandir.”
O diretor financeiro, Vaibhav Taneja, também destacou a ambição da fabricante no setor de mobilidade:
“Estamos começando levando pessoas de um lugar para o outro, mas queremos basicamente ser os donos de qualquer tipo de transporte na Terra.”
Preço e desafios regulatórios
Elon Musk já mencionou a possibilidade de comercializar o Cybercab por menos de US$ 30 mil. Entretanto, a Tesla ainda não confirmou o preço definitivo do modelo.
Outro desafio envolve a regulamentação. A agência norte-americana NHTSA investiga os critérios de certificação de segurança do veículo, que não possui comandos tradicionais de direção.
O vice-presidente de Inteligência Artificial, Ashok Elluswamy, afirmou que as aprovações regulatórias são fundamentais para acelerar a implantação do projeto.
“A coisa mais importante é ter todas as aprovações regulatórias para podermos começar a implantar os Cybercabs o mais rápido possível conforme os produzimos.”
A expansão comercial dependerá, portanto, das autorizações necessárias, da capacidade de produção e da evolução da tecnologia de condução autônoma.
