São Paulo alcançou a marca de 1.009 ônibus elétricos em operação no transporte público municipal. Com a entrega de 60 novos veículos, a cidade consolida o maior programa de eletrificação do transporte coletivo no país.
Entregues no Pacaembu, a capital soma agora 820 ônibus a bateria e 189 trólebus, que representam redução de 35 milhões de litros de óleo diesel consumidos por ano.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas à sustentabilidade e ocorre no mês em que o Brasil sedia a COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima em Belém (PA). A administração municipal pretende usar o marco para reforçar o papel da capital nas discussões sobre mobilidade e descarbonização urbana.

Redução de emissões e ganhos ambientais
O impacto ambiental da substituição de veículos a diesel é expressivo. Apenas os 60 novos coletivos representam economia de 2,1 milhões de litros de combustível e redução de 5,2 mil toneladas de CO₂ por ano – o equivalente, segundo estimativas oficiais, ao plantio de 6,4 mil árvores anuais.
Além do benefício ambiental, os novos ônibus incorporam padrões de conforto e conectividade. Todos contam com ar-condicionado, tomadas USB, Wi-Fi e fazem parte do sistema de monitoramento SmartSampa, que integra veículos à central de segurança da cidade.
Durante o evento de entrega, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) destacou o simbolismo do marco. “Essa entrega representa melhor qualidade do ar, melhor qualidade do nosso meio ambiente, representa saúde e um avanço gigantesco.”, afirmou
A motorista Elaine Cristina Cotrim, que dirige o milésimo ônibus elétrico entregue, também comentou a mudança. “Antes eu dirigia ônibus a diesel e trabalhar com um elétrico é muito mais prazeroso. É silencioso e mais confortável para os passageiros”, afirmou.

Tecnologia BESS
Para viabilizar a expansão da frota elétrica, a Prefeitura implantou o BESS (Battery Energy Storage System), tecnologia de armazenamento que permite recarregar as baterias nos horários de menor consumo de energia. O sistema busca reduzir sobrecargas na rede elétrica e aumentar a autonomia das garagens.
Com os seis novos equipamentos nesse primeiro momento, o projeto assinado com anuência da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans dá um passo para que a frota elétrica paulistana se expanda ainda mais.
Os investimentos, que incluem financiamento do BNDES e do Banco do Brasil, fazem parte do Programa de Metas 2025–2028.
