A cidade do Rio de Janeiro vai incorporar 175 ônibus elétricos à frota municipal a partir do segundo semestre de 2027.
O projeto prevê investimento de R$ 509 milhões e será estruturado por meio de uma PPP (parceria público-privada), anunciada pela Prefeitura do Rio na última sexta-feira (25).
Do investimento total, R$ 329 milhões serão financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), por meio do Fundo Clima.
Outros R$ 141,2 milhões ficarão sob responsabilidade da futura concessionária, enquanto o município deverá aportar R$ 38,8 milhões.
Segundo a prefeitura, os recursos provenientes do BNDES serão direcionados especificamente à aquisição dos veículos elétricos a bateria.
Os novos coletivos serão destinados às linhas que operam no Terminal Gentileza. De acordo com o prefeito Eduardo Cavaliere, a eletrificação dessa frota faz parte de uma estratégia mais ampla para reduzir as emissões do transporte público municipal.
PPP terá contrato de 16 anos
O projeto será executado por meio de uma PPP administrativa, com contrato previsto para 16 anos. O primeiro será destinado à implantação da estrutura e os 15 seguintes à operação.
A concessionária selecionada ficará responsável por parte da aquisição dos ônibus, pela construção e operação da infraestrutura de recarga e da garagem, além da manutenção dos ativos durante o período contratual. A iniciativa é apresentada pela Prefeitura do Rio como a primeira PPP voltada a ônibus elétricos do Brasil.
Para a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, a chegada dos veículos representa uma mudança que vai além da redução de emissões, com impactos também sobre ruído, conforto e eficiência do transporte público.
Garagem terá infraestrutura de recarga
Uma das principais estruturas previstas no projeto será uma garagem pública para os ônibus elétricos na Vila do João, no Complexo da Maré, em frente à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na Avenida Brasil. O terreno possui aproximadamente 41 mil m², dos quais cerca de 23 mil m² serão destinados à garagem elétrica.
Além das vagas para os veículos, o espaço deverá contar com áreas de manutenção, administração e almoxarifado, além da infraestrutura elétrica necessária para alimentar os carregadores.
A estratégia prevê que a maior parte das recargas dos ônibus seja realizada durante a noite, enquanto os veículos estiverem estacionados na garagem.
Projeto prevê redução de 13,3 mil toneladas de CO₂ por ano
Com os 175 veículos em circulação, a estimativa apresentada pelo município é evitar a emissão de quase 13,3 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano.
Ao longo do período contratual, a projeção divulgada chega a aproximadamente 199,4 mil toneladas de emissões evitadas. A eletrificação também deverá contribuir para diminuir o ruído provocado pela operação dos coletivos.
A meta prevista no Plano de Desenvolvimento Sustentável do Rio é chegar a 20% da frota municipal com veículos não emissores até 2030, o equivalente a aproximadamente mil ônibus.
