O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu na última sexta-feira (23) a Consulta Pública nº 237/2026, que vai coletar contribuições para a elaboração de um diagnóstico nacional sobre a infraestrutura de recarga de veículos elétricos e sua integração às redes de energia elétrica. A consulta é conduzida pelo Departamento de Eletromobilidade da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento do ministério e recebe contribuições até 22 de novembro.
Segundo a nota técnica que acompanha a consulta, o diagnóstico tem dois objetivos: mapear a distribuição dos pontos de recarga e da frota que depende deles pelo país e identificar as barreiras enfrentadas por usuários, operadores de recarga e distribuidoras de energia, incluindo as de natureza legal e regulatória. Os resultados devem orientar futuros ajustes nas regras do setor e o planejamento das redes de energia. A consulta tem caráter apenas consultivo, ou seja, não obriga o ministério a adotar as propostas recebidas.
6 temas
As perguntas da consulta estão organizadas em seis eixos:
- Acesso à recarga, incluindo obstáculos em condomínios e prédios residenciais;
- Conexão dos carregadores às redes elétricas, com custos e prazos;
- Planejamento das redes de distribuição e gestão da demanda;
- Dados e projeções sobre o setor;
- Barreiras legais e regulatórias;
- Grandes cargas concentradas, como garagens de ônibus elétricos, frotas de logística e de aplicativo e eletropostos de recarga rápida em rodovias.
Frota em alta, recarga concentrada
De acordo com a nota técnica do MME, o Brasil emplacou 381.609 veículos leves eletrificados de janeiro a setembro de 2026, cerca de 70% a mais do que em todo o ano de 2025. Em setembro, os eletrificados representaram 19,8% das vendas de veículos leves.
No mesmo mês, o país tinha 29.866 pontos de recarga públicos e semipúblicos, segundo o documento. Mais da metade deles (50,7%) fica em São Paulo e nos três estados da região Sul, e só São Paulo reúne 26,3%. Já os sete estados da região Norte somam 3,4%.
Como participar
Podem enviar contribuições distribuidoras, fabricantes, operadores de recarga, agentes do setor elétrico e demais interessados. A participação é feita pelo formulário disponível na página da consulta, no site do MME, onde também estão a nota técnica com as perguntas orientadoras e a portaria de abertura. Não é preciso responder a todos os eixos, e é possível anexar estudos e dados.
