Marcopolo é reconhecida por plataforma híbrida a etanol

Marcopolo é reconhecida por plataforma híbrida a etanol
Volare Attack 10 Híbrido é o primeiro micro-ônibus com tração elétrica e motor a etanol. Foto: Marcopolo/Divulgação

A Marcopolo foi reconhecida no ranking Campeãs da Inovação 2026 pelo desenvolvimento de uma plataforma híbrida elétrica a etanol voltada ao transporte coletivo.

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A tecnologia combina tração elétrica e uso do etanol como fonte para geração de energia, oferecendo uma alternativa aos veículos totalmente elétricos a bateria em operações nas quais a infraestrutura de recarga ainda é limitada.

A plataforma está presente no Volare Attack 10 Híbrido Elétrico/Etanol, apontado como o primeiro micro-ônibus do Brasil desenvolvido para operar com tração 100% elétrica e um motor a combustão utilizado exclusivamente para gerar eletricidade.

Sistema do Volare Attack 10 combina baterias e componentes elétricos responsáveis pela tração. Foto: Divulgação/Marcopolo
Sistema do Volare Attack 10 combina baterias e componentes elétricos responsáveis pela tração. Foto: Divulgação/Marcopolo

Como funciona o sistema híbrido a etanol?

O veículo utiliza uma arquitetura conhecida como Range Extender (REX), ou extensor de autonomia. Na prática, as rodas são movimentadas exclusivamente pelo motor elétrico, alimentado por baterias de alta tensão.

O motor 1.0 turbo abastecido com etanol não possui ligação mecânica com as rodas. Sua função é acionar um gerador para produzir eletricidade e repor a energia das baterias durante a operação.

Dessa forma, diferentemente de um híbrido convencional, em que o motor a combustão também pode movimentar as rodas, no sistema da Marcopolo a tração permanece elétrica durante todo o percurso.

O motor a etanol também não precisa permanecer ligado continuamente. Segundo a Marcopolo, ele pode operar aproximadamente um terço do tempo de uso do veículo e trabalhar em uma faixa de funcionamento considerada mais eficiente.

O sistema conta ainda com frenagem regenerativa, que recupera parte da energia durante as desacelerações e a direciona novamente para as baterias.

A arquitetura permite reduzir a dependência de pontos externos de recarga, já que o veículo pode ser abastecido com etanol e produzir a eletricidade necessária durante a operação.

Motor a etanol atua como gerador de energia para alimentar as baterias, sem tracionar diretamente as rodas. Foto: Divulgação/Marcopolo
Motor a etanol atua como gerador de energia para alimentar as baterias, sem tracionar diretamente as rodas. Foto: Divulgação/Marcopolo

Tecnologia começou a ser apresentada em 2024

A solução foi apresentada inicialmente pela Volare durante a Lat.Bus 2024. Na ocasião, o projeto foi exibido como Attack 9 Híbrido Elétrico/Etanol e já utilizava a arquitetura Range Extender desenvolvida em parceria com a HORSE e a WEG.

Posteriormente, a tecnologia avançou para o Volare Attack 10 Híbrido Elétrico/Etanol. A configuração mais recente possui bateria de alta tensão com capacidade de aproximadamente 120 kWh e motor elétrico WEG responsável pela tração. O gerador utiliza um motor HORSE 1.0 turbo abastecido com etanol. O modelo esteve na Lat.Bus 2026.

Segundo André Armaganijan, CEO da Marcopolo, diferentes tecnologias deverão coexistir durante o processo de descarbonização do transporte.

“O futuro da mobilidade será construído por diferentes tecnologias e fontes energéticas. Nosso papel é desenvolver soluções capazes de responder às necessidades específicas de cada operação, permitindo que a transição energética avance de forma viável e compatível com a realidade dos operadores”, afirma.

Valentina Sclauser
Valentina Sclauser

Estudante de Jornalismo na PUC-Campinas, com experiência como redatora e produtora na Rádio Brasil Campinas. Atua na criação de conteúdos jornalísticos, com ênfase em produção de texto e gravação de vídeos.