Mais que localização, eletroposto tem de oferecer apoio a motorista

Mais que localização, eletroposto tem de oferecer apoio a motorista
Rica Legname, cofundador da Spott. Foto: Bernardo Marangon/Canal VE

O sucesso de um eletroposto depende de uma combinação de fatores que vai além da simples instalação de carregadores. É o que afirma Rica Legname, cofundador da Spott, plataforma SaaS (Software as a Service) especializada na gestão de redes de recarga para veículos elétricos. Para o executivo, além de localização estratégica, o eletroposto precisa oferecer infraestrutura de apoio aos motoristas e facilidade de uso dos equipamentos, entre outros.

Legname apresentou suas ideias, construídas com a experiência da Spott no Brasil e no exterior, durante um evento que reuniu líderes, investidores e operadores de estações de recarga (CPOs) na sede da empresa, em São Paulo, em 8 de julho de 2025. O encontro debateu os rumos da eletrificação no país, sob o ponto de vista de quem está construindo a próxima fase da infraestrutura de recarga no Brasil.

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Em uma manhã de muita troca de experiências, os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar os conhecimentos sobre como as redes de recarga podem ser atrativas para os motoristas de carros elétricos e híbridos.

 

Pilares do sucesso

Em um mercado ainda muito novo, Legname avalia que esses pilares — localização estratégica, infraestrutura de apoio e facilidade no uso — devem ser analisados para que uma estação de carregamento seja um bom negócio. 

A localização estratégica é fundamental para garantir acessibilidade e conveniência aos usuários, facilitando a adoção dos veículos elétricos. 

No segundo ponto, a infraestrutura de apoio inclui serviços complementares, como conveniência, segurança e sanitários limpos, por exemplo, que tornam a experiência mais completa e segura, enquanto a facilidade no uso prioriza a simplicidade e eficiência do processo de recarga para o motorista. 

Para Legname é ir além de só um ponto de recarga, precisa de um conforto e informação. “Essa intimidade com a tecnologia não é clara para todo mundo. Quanto mais claro e sinalizado você deixar no local, mais fácil e mais prazeroso vai ser para o usuário fazer a ativação desse carregador”, diz.

O executivo avalia que o operador da estação de recarga deve, antes de tudo, colocar-se no papel do motorista, para enxergar as necessidades do usuário e colocar as ações em prática. Asssim, terá uma chance maior de fidelizar aquele usuário e atrair novos.

Legname também detalha que locais com alto fluxo de pessoas e rotatividade de veículos — como shoppings, supermercados, estacionamentos e rodovias — são mais atrativos para os motoristas. A escolha do local, aliada à qualidade da experiência, impacta diretamente na geração de receita e na fidelização dos usuários.

Estar alinhado com o serviço e a necessidade dos usuários torna os eletropostos um investimento extremamente rentável. “A gente tem aqui dentro da Spott uma série de investidores que têm muito resultado, que antes você olhava e nem imaginava que teria um resultado tão expressivo em tão pouco tempo. Olhamos o resultado e olhamos o mercado do início e pensamos: onde isso vai parar? A gente fica bastante animado”, diz.

 

Discussão do futuro da eletromobilidade

A Spott reuniu investidores, operadores de recarga (CPOs) e nomes estratégicos do setor em sua nova sede em São Paulo, para discutir os rumos da eletromobilidade no Brasil.

Voltado à troca de experiências, o evento contou com painéis sobre expansão de infraestrutura e investimentos no setor, além de momentos dedicados ao networking. A abertura foi feita por Thiago Moreno, CEO da Spott, seguida por um painel do Patria Investimentos sobre oportunidades para acelerar a transição elétrica no país — O Patria investe na Spott.

O encontro reforçou o papel da Spott como articuladora do ecossistema e aceleradora da mobilidade elétrica no Brasil, promovendo soluções tecnológicas e conhecimento de mercado para quem está à frente da revolução energética nas estradas.

Isabela Braz
Isabela Braz

Jornalista graduada pela UNIP desde 2023. Atuou como repórter em veículos de comunicação na região de Campinas com experiência em impresso, digital e TV. Acompanha o mercado de veículos elétricos para o Canal VE.