A regulamentação dos autopropelidos no Brasil precisa avançar para garantir regras mais uniformes, segurança viária e melhores condições de circulação. O tema foi discutido por Bernardo Omar, CEO da Bee Elétricas, em entrevista ao Canal VE, no programa Conexão VE.
Durante a conversa, o executivo defendeu uma política nacional de micromobilidade e maior integração entre o setor e o poder público. Entre os principais desafios estão a regulamentação municipal, a infraestrutura urbana e a fiscalização.
Municípios enfrentam desafios regulatórios
Apesar das diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em 2023, a aplicação das regras ainda apresenta diferenças entre as cidades.
Bernardo Omar destacou que a falta de conhecimento técnico e de infraestrutura dificulta a regulamentação local.
Ao comentar possíveis soluções, afirmou:
“Aqui eu acho que tem como rodar, não tenho estrutura cicloviária… mas você coloca, agrega vias seletivas ali”.
CEO defende política nacional de transportes
Para o executivo, a micromobilidade precisa ser incorporada às políticas nacionais de transporte, com orientações que ajudem a padronizar as decisões municipais.
“Isso tem que virar política nacional, política bota a micromobilidade em política de transportes”, afirmou Bernardo.
A proposta inclui ampliar as diretrizes sobre o tema no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Fiscalização e educação no trânsito
A fiscalização também foi apontada como parte importante da segurança dos usuários. Bernardo defendeu a combinação de infraestrutura adequada com medidas para coibir comportamentos imprudentes.
Sobre a habilitação, o CEO não considera necessária a exigência de CNH para esses veículos. Como alternativa, sugeriu uma avaliação básica de conhecimentos de trânsito.
“A pessoa que vai comprar autopropelido, ela podia ser submetida a uma provinha dessa e ela ganhava lá um um certificador”, explicou.
Veículos elétricos ganham espaço no transporte
A expansão dos veículos elétricos leves no Rio de Janeiro e no Espírito Santo também foi abordada na entrevista.
Segundo Bernardo, esses equipamentos estão assumindo uma função cada vez mais presente na mobilidade urbana.
“Virou realmente uma ferramenta de uso de transporte”, afirmou.
A entrevista destacou a necessidade de avançar na regulamentação, na infraestrutura e na fiscalização para integrar os autopropelidos ao sistema de transportes brasileiro.
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