Baterias e sistemas híbridos ampliam alternativas para ônibus de menor emissão

Baterias e sistemas híbridos ampliam alternativas para ônibus de menor emissão
Estande da BorgWarner, onde empresa apresentou novas tecnologias para os ônibus. Foto: Divulgação/BorgWarner

A transição para ônibus de menor emissão não passa apenas pela eletrificação. Tecnologias para modelos híbridos e até melhorias em motores a combustão continuam fazendo parte das estratégias adotadas pela indústria para reduzir consumo e emissões.

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Esse cenário apareceu entre as soluções apresentadas pela BorgWarner durante a Lat.Bus 2026, que está sendo realizada nesta semana, em São Paulo (SP), com tecnologias destinadas a ônibus elétricos, híbridos e a combustão. 

Segundo Marcelo Rezende, diretor geral de Sistemas de Baterias da BorgWarner no Brasil, a estratégia é atender às diferentes arquiteturas de propulsão adotadas pelos fabricantes de veículos comerciais.

Baterias para ônibus elétricos

Na eletrificação, uma das tecnologias apresentadas foi um sistema de baterias LFP (fosfato de ferro-lítio) para veículos comerciais.

O equipamento utiliza células Blade de íons de lítio e possui vida útil superior a 6 mil ciclos, além de profundidade de descarga (DoD) de até 98,5%. O sistema conta com resfriamento líquido e monitoramento de tensão e temperatura.

A empresa também levou à feira o sistema NMC (níquel, manganês e cobalto) 9 AKM, tecnologia já utilizada nos ônibus elétricos Mercedes-Benz eO500U em operação no Brasil.

Cada bateria armazena 98 kWh. Com quatro unidades, o veículo chega a 392 kWh de capacidade e autonomia de até 280 quilômetros, dependendo das condições de operação. A vida útil informada é de até 4 mil ciclos.

Outro ponto relacionado à eletrificação é o gerenciamento térmico. A BorgWarner apresentou um aquecedor de líquido refrigerante de alta tensão (HVCH), utilizado para controlar a temperatura das baterias e de outros componentes de veículos híbridos e elétricos.

O controle térmico é relevante porque a temperatura de operação influencia fatores como desempenho, carregamento e vida útil das baterias.

Híbridos e motores a combustão

Além da eletrificação, a empresa apresentou tecnologias destinadas a ônibus híbridos e a combustão.

Entre elas estão turbocompressores utilizados em modelos urbanos e rodoviários de fabricantes como Volkswagen, Mercedes-Benz e Volvo. Os equipamentos atuam no aproveitamento dos gases de escape para aumentar a quantidade de ar admitida pelo motor e melhorar sua eficiência.

Para aplicações híbridas, a empresa apresentou ainda um turbocompressor destinado a motores 1.0 flex utilizados em projetos nos quais o motor a combustão funciona como extensor de autonomia. 

“A tecnologia também amplia a capacidade de carga do turbocompressor, contribuindo para maior durabilidade e menor emissão de poluentes, características especialmente importantes em operações rodoviárias de médias e longas distâncias”, declara Luis Pinto, Gerente de Vendas OEM da BorgWarner Turbos and Thermal Technologies no Brasil.

Valentina Sclauser
Valentina Sclauser

Estudante de Jornalismo na PUC-Campinas, com experiência como redatora e produtora na Rádio Brasil Campinas. Atua na criação de conteúdos jornalísticos, com ênfase em produção de texto e gravação de vídeos.